O Instituto Filippo Smaldone, em Manaus, foi palco de um evento emocionante no dia 23 de setembro: a mostra do projeto Cine Inclusão – Surdos em Cena. Cerca de 150 pessoas, entre alunos e convidados, prestigiaram a exibição dos quatro curtas-metragens produzidos por 31 jovens surdos, marcando o fim de um ciclo de aprendizado e criação coletiva.
O projeto, que durou de agosto a setembro, ofereceu aos alunos do instituto uma formação completa em audiovisual. As aulas abrangeram desde a escrita do roteiro e a produção, até a atuação, a direção de arte, a filmagem com celular e a edição. O objetivo era promover a inclusão, dar voz aos jovens e abrir novas possibilidades de expressão artística.
A ideia por trás do Cine Inclusão é da produtora cultural e psicóloga Keylla Gomes, que ressalta a importância de investir em iniciativas que democratizem o acesso à cultura: “O Cine Inclusão nasceu do desejo de ver a arte como ferramenta de transformação. Durante esses meses, acompanhamos de perto o talento e a dedicação desses jovens surdos, que provaram que a linguagem do cinema é universal. Ao ver os filmes na tela e a emoção do público, sentimos que o projeto cumpriu seu papel: formar, incluir e inspirar”, declarou Keylla.
A equipe do projeto contou com a expertise dos oficineiros Anderson Mendes, Francy Junior e Adailton Santos, com o apoio das assistentes Sarah Valentina e Sophia Gomes. A tradução em LIBRAS durante a mostra foi feita por Sarah Vitória, jovem surda e ex-aluna do Instituto Filippo Smaldone, que participou do projeto ‘Arte do Silêncio – Surdos em Cena’ no ano anterior.
“Voltar ao Instituto Filippo Smaldone agora como intérprete foi muito emocionante para mim. Eu já estive no lugar dos alunos e sei o quanto um projeto como esse é importante para abrir portas, dar voz e mostrar que podemos ocupar todos os espaços, inclusive o cinema”, disse Sarah com entusiasmo.
O Cine Inclusão – Surdos em Cena foi viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Conselho Municipal de Cultura – CONCULTURA, Manauscult, Prefeitura de Manaus, Ministério da Cultura e Governo Federal. O projeto também recebeu apoio institucional do Instituto Filippo Smaldone, Movimento das Mulheres Negras da Floresta – Dandara, Ykamiabas Produções, Branca3 Filmes e Feitoza Mídias.
Os filmes produzidos durante as oficinas já estão disponíveis no YouTube, em uma playlist especial: [Link para a playlist]. A iniciativa representa um passo importante para a inclusão e o protagonismo de jovens surdos na cena audiovisual do Amazonas.











