Pesquisadores da região enfrentam falta de verbas e instabilidade, mesmo com grande potencial.
A Amazônia concentra desafios socioambientais urgentes, como desmatamento e mudanças climáticas, mas recebe uma parcela desproporcionalmente pequena dos recursos para ciência e tecnologia no Brasil. Essa desigualdade limita a capacidade científica regional e a efetividade de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável.
Um exemplo recente é a distribuição de bolsas de pós-doutorado do CNPq, onde menos de 4% foram destinadas à região Norte, apesar da importância da Amazônia para o PIB nacional (9,6% em 2022) e para a ciência brasileira.
Instituições como a UFPA e o INPA sustentam grande parte da produção científica da região, mesmo operando com menos recursos. Programas como os INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) mostram que, com financiamento estável, a ciência produzida na Amazônia pode ter alto impacto.
Especialistas defendem que a ciência amazônica precisa ser vista como infraestrutura estratégica de Estado, com financiamento estável e de longo prazo, para que o Brasil possa responder aos desafios do século 21 com conhecimento produzido localmente.

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) aprovou uma moção propondo a destinação de, no mínimo, 10% do orçamento nacional de ciência e tecnologia exclusivamente para a Amazônia.
Com informações do Portal Amazônia.









