Relatório da CIA indica que EUA preferem continuidade de aliados de Maduro no poder na Venezuela, em detrimento da oposição
Uma avaliação sigilosa da CIA, apresentada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu que lideranças leais ao presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro – incluindo a atual presidente interina, Delcy Rodríguez – estariam mais bem posicionadas para manter a estabilidade do país caso Maduro perdesse o poder. A informação foi divulgada por duas fontes informadas sobre o assunto na segunda-feira (5).
As fontes, que solicitaram anonimato, confirmaram uma reportagem exclusiva do ‘Wall Street Journal’. Trump foi informado sobre o relatório, que foi compartilhado com um grupo restrito de altos funcionários de sua equipe de segurança nacional.
A avaliação da CIA teria sido um dos fatores que influenciaram a decisão de Trump de apoiar Rodríguez em vez da líder da oposição, María Corina Machado. A mudança de postura dos EUA em relação à Venezuela tem gerado debates e questionamentos sobre os interesses estratégicos envolvidos.
A Casa Branca se recusou a confirmar a reportagem. Em resposta a uma consulta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou: “O presidente Trump é rotineiramente informado sobre a dinâmica política interna em todo o mundo. O presidente e sua equipe de segurança nacional estão tomando decisões realistas para finalmente garantir que a Venezuela se alinhe aos interesses dos Estados Unidos e se torne um país melhor para o povo venezuelano”.
A avaliação da CIA contrasta com a postura anterior dos Estados Unidos, que historicamente apoiaram a oposição venezuelana e buscaram a destituição de Maduro. A mudança de estratégia levanta dúvidas sobre os objetivos de longo prazo da política externa americana na região.
A decisão de Trump de apoiar Rodríguez, mesmo com seu histórico de lealdade a Maduro, sugere uma priorização da estabilidade e da manutenção de relações pragmáticas com o governo venezuelano, em detrimento da promoção da democracia e dos direitos humanos.
A reportagem do ‘Wall Street Journal’ e a subsequente confirmação por fontes internas indicam uma mudança significativa na política dos EUA em relação à Venezuela, com implicações importantes para o futuro do país e da região.
Com informações do G1








