Novas exigências da China impactam exportação de soja brasileira, com cargas sendo devolvidas e empresas em alerta
O ritmo de negócios com soja nos portos brasileiros foi impactado esta semana por novos protocolos de exigências fitossanitárias impostos pela China, segundo análise do centro de estudos Cepea, da Esalq/USP.
A Cargill, principal exportadora de soja do país, suspendeu embarques para o mercado chinês devido aos novos protocolos, conforme revelou seu presidente no Brasil, Paulo Sousa, à Reuters: “Suspensão de embarques para a China”. Representantes do mercado chinês indicam que os controles fitossanitários mais rigorosos podem reduzir o suprimento global.
Outras empresas exportadoras preferiram não comentar o assunto, direcionando questionamentos para as associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmaram que acompanham a situação “de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês”.
O Ministério da Agricultura do Brasil informou que a exportação de soja e seus derivados segue as normas e protocolos estabelecidos pelos países importadores, em referência às exigências da China. Apesar disso, o Cepea confirmou que “esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias”.
Diante da incerteza, alguns agentes do mercado priorizaram negociações internas, adiando exportações até que haja maior clareza sobre as novas exigências. “Diante dessas incertezas, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências”, completou o Cepea.
Apesar do cenário, os indicadores de preços do Cepea (Paraná e Paranaguá) registraram altas de 0,9% e 1% entre 5 e 12 de março, respectivamente, impulsionados pela valorização externa que sustentou a paridade de exportação e as cotações da soja no Brasil.
O mercado acompanha de perto os desdobramentos, com atenção para o impacto nas relações comerciais e nos preços da soja no Brasil e no mundo.
Com informações do G1










