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04 de março de 2026

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China critica ‘intimidação’ e Rússia denuncia ‘hipocrisia’ dos EUA sobre Venezuela

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ONU em crise: Rússia e China acusam EUA de ‘hipocrisia’ e ‘intimidação’ após captura de Maduro na Venezuela

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China condenaram o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no final de semana. A ação foi descrita como uma violação do direito internacional.

A vice-secretária-geral da ONU expressou preocupação de que a operação “não respeitou as regras do direito internacional”. O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, exigiu a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem “hipócritas e cínicos”, afirmando que a Casa Branca “nem escondeu o teor de sua ‘operação criminosa para tomar os recursos energéticos’”. Nebenzya também alertou que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano, afirmando: “Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo”.

A China também criticou veementemente o ataque. O representante chinês, Fu Cong, declarou que o país está “profundamente chocado e condena fortemente o bullying” do governo norte-americano. Cong enfatizou que “nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional” e acusou os EUA de desconsiderarem as “graves consequências” para a comunidade internacional, colocando a paz internacional e da América Latina em perigo.

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu a ação, classificando-a como uma “operação de cumprimento da lei”. Ele descreveu Maduro como “um fugitivo da Justiça norte-americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos”. Waltz acrescentou: “Maduro não só era um narcotraficante, ele era um presidente ilegítimo e não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder”.

A reunião foi convocada pela Colômbia após a ação militar dos EUA, que envolveu ataques a diversos pontos de Caracas e a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado (3). O Brasil, que não é membro permanente do conselho, pretende manifestar sua posição, condenando o ataque e defendendo a soberania venezuelana. Segundo fontes da diplomacia, o representante brasileiro na ONU, Sérgio Danese, reafirmará que a ação militar dos EUA é uma afronta à soberania da Venezuela e às regras do direito internacional.

A Venezuela, por meio de sua presidente interina, propôs cooperação com os EUA após a captura de Maduro, em um gesto diplomático. A situação permanece em desenvolvimento e a reportagem está em atualização.

Com informações do G1

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