Quase três anos após oMassacre de Alcaçuz, que aconteceu em janeiro de 2017 no maior presídio do Rio Grande do Norte, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a matança e anunciou que vai indiciar 74 pessoas por homicídio, entre outros crimes, como destruição do patrimônio público e associação criminosa.
Os investigadores ainda atualizaram o número de mortos, passando de 26 para 27 vítima. As informações foram divulgada nesta sexta-feira (29) por uma comissão de delegados da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo o delegado, os investigadores chegaram à conclusão sobre a 27ª morte após ouvir envolvidos nos crimes. Através de partes de corpos encontrados no local, exames de DNA estão sendo realizados para confirmar a versão.
O massacre começou no dia 14 de janeiro de 2017. Um dia depois, o Instituto Técnico-Científico de Perícia recolheu 26 corpos no local. A 27ª morte teria acontecido depois disso.
Logo após o massacre, cinco detentos foram apontados como chefes doPCC no RNe transferidos de avião para oPresídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Eles foram os primeiros a ser indiciados pelas 26 mortes. São eles:
José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’.Natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas;
Paulo Márcio Rodrigues de Araújo.É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN;
Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’.Natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas;
Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’.Natural de Linhares/ES.
Segundo o delegado, também foi através dos testemunhos que a Polícia Civil chegou ao total de 74 indiciados pelo massacre. Todos eles deverão responder pelos crimes de: homicídio, associação criminosa, motim e dano ao patrimônio público.
Entre eles, um ainda irá responder por homicídio tentado e três por destruição e vilipêndio de cadáver. Fonte: Urupá 190











