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04 de março de 2026

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Chefe da Otan, que elogiou Trump, evita falar sobre a Groenlândia

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Em meio à disputa pela Groenlândia, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, adota postura cautelosa e evita criticar o ex-presidente Trump

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tem adotado uma postura de silêncio estratégico em relação à disputa entre Estados Unidos e Dinamarca pela Groenlândia, buscando evitar que a Aliança se envolva diretamente no conflito. A estratégia, contudo, ainda não tem garantido o sucesso.

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Rutte evita responder a perguntas consideradas sensíveis e continua a elogiar o ex-presidente americano, Donald Trump, mesmo diante das ameaças de anexação da Groenlândia – território autônomo da Dinamarca. A justificativa apresentada é a de garantir a segurança dos Estados Unidos. Em um episódio notório, há cerca de um ano, Rutte se referiu a Trump como “papai”, ao comentar que o presidente, por vezes, precisa usar “linguagem forte para dar bronca em terceiros”. Na ocasião, os EUA demonstraram desconforto com violações de cessar-fogo por Israel e Irã.

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“Papai tem que usar linguagem forte”, disse o secretário da Otan sobre a necessidade de Trump repreender outros países. Essa postura, no entanto, tem gerado preocupações sobre a coesão da aliança militar, que conta com a participação tanto dos Estados Unidos quanto da Dinamarca.

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Em uma recente reunião com deputados europeus, Rutte foi pressionado a se posicionar sobre a situação. A eurodeputada dinamarquesa Stine Bosse expressou a preocupação dos habitantes da Groenlândia, afirmando: “Os habitantes da Groenlândia estão aterrorizados. Por favor, indique o que esta aliança pode fazer se dois países membros não conseguirem chegar a um acordo”. Rutte, contudo, manteve a impassibilidade, declarando: “Tenho muito claro meu papel como secretário-geral: não faço comentários quando há divergências internas na aliança. Trabalhamos nos bastidores”.

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Rutte foi escolhido para o cargo em 2024, em parte, por sua habilidade em lidar com Trump, com quem construiu uma relação de confiança. Ele também reconhece o papel do ex-presidente americano em “convencer” os países europeus da Otan a aumentar seus gastos em defesa, com um compromisso de investir 5% do PIB em defesa. Quanto à Groenlândia, Rutte defende que a proteção do Ártico pode ser assegurada sem intervenção militar, ressaltando que “há consenso na Otan de que, para proteger o Ártico, precisamos atuar de forma conjunta, e é exatamente isso que estamos fazendo”.

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Analistas como Jamie Shea, do Chatham House, sugerem que Rutte “precisa agir rapidamente, mas de maneira discreta, nos bastidores, para convencer os Estados Unidos”. Camille Grand, ex-secretário-geral adjunto da Aliança, avalia que Rutte tem “legitimidade para dizer: ‘Vamos encontrar uma solução, compreendo a preocupação americana com essa região e, na Otan, temos propostas'”. A utilização do capital político acumulado junto a Trump é vista como um recurso extremo, mas possível caso a situação se agrave.

Com informações do G1

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