Em visita inédita, diretor da CIA se reúne com Delcy Rodriguez em Caracas após a captura de Maduro. O que isso significa?
Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodriguez se reuniu em Caracas com o chefe da CIA – a agência de espionagem dos Estados Unidos. O encontro marca uma nova fase no país, após a deposição de Nicolás Maduro.
John Ratcliff, diretor da CIA, acompanhou a operação que resultou na captura de Maduro. Na quinta-feira (15), ele se tornou a primeira autoridade de alto escalão a visitar a Venezuela após os eventos recentes e a primeira a se encontrar com Rodriguez. A pauta da reunião incluiu cooperação na área de inteligência, estabilidade econômica e o combate ao narcotráfico.
Com a queda de Maduro, Maria Corina Machado era vista como a principal figura da oposição para assumir o governo. No entanto, o regime chavista – ainda influente – jamais aceitaria essa possibilidade. Segundo a imprensa americana, a CIA recomendou ao governo dos EUA que não apoiasse Machado, temendo que isso pudesse desestabilizar ainda mais o país e exigir um maior envolvimento militar.
A CIA também avaliou que Delcy Rodriguez estaria disposta a cooperar com a Casa Branca. E a presidente interina tem demonstrado isso, sinalizando a intenção de facilitar o investimento de empresas estrangeiras no setor de petróleo. O presidente Donald Trump já manifestou o desejo de que empresas americanas invistam 100 bilhões de dólares na Venezuela.
Na quinta-feira (15), Trump recebeu Maria Corina Machado na Casa Branca em uma reunião discreta, sem cobertura da imprensa. Durante o encontro, ela o presenteou com a medalha do Nobel da Paz, prêmio que recebeu pela defesa da democracia. Trump afirmou que foi um gesto gentil e que tem respeito por Maria Corina. No entanto, o Comitê do Nobel esclareceu que um vencedor não pode compartilhar nem transferir o prêmio.
Maria Corina agradeceu a Trump pela operação que capturou Maduro e se mostrou confiante numa transição de poder. Cortejada por ambos os lados, Trump, por enquanto, parece preferir a vice de Nicolás Maduro, que se tornou a herdeira do chavismo, o que pode adiar a chegada da democracia na Venezuela e abrir caminho para a exploração do petróleo.
Com informações do G1










