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13 de março de 2026

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CGU investiga servidores do BC por suspeita de envolvimento no caso Master

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Escândalo Master: CGU analisa investigação do BC sobre servidores suspeitos de receber propina de Daniel Vorcaro

A Controlaria-Geral da União (CGU) está analisando o resultado da investigação interna e sigilosa conduzida pelo Banco Central (BC) sobre o suposto envolvimento de dois servidores no caso Master. O material foi encaminhado pelo BC na última terça-feira (10).

De acordo com o órgão de controle, foi aberto um “inquérito preliminar” para verificar se o material atende aos requisitos para uma análise mais aprofundada. A CGU tem até 180 dias para concluir essa etapa inicial.

Caso sejam identificados indícios de irregularidades, a CGU poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar em punições que vão desde advertências até a expulsão dos servidores do serviço público. Paralelamente, pode ser aberto um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) para apurar a possível responsabilidade do banco controlado por Daniel Vorcaro por corrupção.

As sanções no âmbito do PAR podem incluir a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos por eventuais danos causados. A finalização da sindicância do Banco Central foi fundamental para a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que levou Daniel Vorcaro de volta à prisão.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu os funcionários do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, como “uma espécie de consultores privados” de Vorcaro. As investigações apontam que eles supostamente davam orientações estratégicas, revisavam documentos, vazavam informações e usavam sua influência para favorecer o Master, em troca de vantagens indevidas pagas por terceiros e por meio de contratos simulados.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana já ocuparam cargos de destaque no BC, como a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), áreas cruciais para a supervisão e controle das instituições financeiras no Brasil.

A Difis é responsável por supervisionar as instituições autorizadas a operar no país, monitorando os riscos e a saúde do sistema financeiro. O Desup, subordinado à Difis, acompanha o capital, a liquidez e as práticas de gestão dos bancos.

Com informações do G1

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