Artesãs indígenas do Amazonas fortalecem a cultura e a economia com a cerâmica Tukano.
No Amazonas, a cerâmica é mais que arte: é fonte de renda e resistência para as mulheres indígenas. A Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá (AMIRT), em São Gabriel da Cachoeira, tem fortalecido a autonomia financeira dessas artesãs através da produção da Cerâmica Tukano.
A AMIRT nasceu da luta pela demarcação de terras e se transformou em um espaço de empoderamento feminino, onde os saberes ancestrais são transmitidos de geração em geração. As mulheres utilizam técnicas tradicionais para moldar a argila, criando peças únicas que carregam a identidade de seus povos.
O processo de criação da cerâmica envolve a coleta sustentável da argila, a preparação da massa com pó de caraipé, a modelagem manual, a secagem, o polimento, a queima e, por fim, a pintura com grafismos que contam histórias e celebram a cultura indígena.

Apesar da beleza e do valor cultural, as artesãs enfrentam desafios como a padronização exigida pelo mercado, a logística de transporte em áreas remotas e a desvalorização econômica do seu trabalho. Superar esses obstáculos é fundamental para garantir a continuidade da tradição ceramista e a autonomia das mulheres indígenas.
O futuro da Cerâmica Tukano depende do reconhecimento e da valorização da arte indígena, bem como do apoio a iniciativas que promovam a autonomia financeira e o fortalecimento das comunidades locais. A cerâmica é um elo entre o passado, o presente e o futuro dos povos indígenas do Amazonas.

“A Cerâmica, ela traz uma visibilidade maior dentro da comunidade e fora da comunidade, mostrando a nossa autonomia, as nossas iniciativas, o nosso potencial como mulheres indígenas, que nós também temos nosso conhecimento e buscamos nossa autonomia financeira”, defende Suzana Menezes, presidente da AMIRT.
Com informações do Portal Amazônia.










