O CEO da Google, Sundar Pichai, alertou que nenhuma empresa estaria imune caso a bolha da Inteligência Artificial (IA) estoure. A declaração foi feita em entrevista à rede britânica BBC, divulgada nesta terça-feira (18 de junho).
Questionado sobre a capacidade da Google de resistir a um possível colapso da bolha da IA, Pichai afirmou que, embora a gigante do Vale do Silício pudesse superar a crise, o impacto seria sentido globalmente. “Acho que nenhuma empresa estaria imune, incluindo nós”, disse o executivo.
Expansão e Irracionalidade
Pichai descreveu o momento atual como “extraordinário” para os investimentos em IA, mas reconheceu a existência de “alguma irracionalidade” na euforia em torno da nova tecnologia, que tem o potencial de transformar a vida e o trabalho. Ele traçou um paralelo com a expansão da internet, lembrando que houve excesso de investimento, mas o impacto da internet é inquestionável.
“Podemos olhar para a internet. Houve claramente muito investimento excessivo, mas nenhum de nós questionaria o impacto da internet (…) Espero que com a IA seja igual. Então acho que há racionalidade, mas também elementos de irracionalidade em um momento como este”, afirmou Pichai.
Alertas sobre a Precisão da IA
O CEO da Google também enfatizou a importância de não confiar cegamente nas informações fornecidas por ferramentas de IA, como o Gemini (desenvolvido pela Google) e o ChatGPT (da OpenAI). Ele ressaltou que esses sistemas são suscetíveis a erros, incluindo as chamadas “alucinações”, e que a verificação das respostas é fundamental.
“Temos orgulho da quantidade de trabalho que fazemos para fornecer as informações mais precisas possível, mas o atual estado da arte da tecnologia de IA é suscetível a alguns erros. É por isso que as pessoas também usam a busca do Google, e temos outros produtos que são mais fundamentados em oferecer informações precisas”, explicou Pichai.
Demanda Energética e Sustentabilidade
Pichai abordou a questão da demanda energética para alimentar a IA, mencionando os investimentos globais em novas fontes de energia, como a solar, e expressando otimismo quanto à capacidade de expansão da produção para acompanhar o crescimento da IA. A demanda ambiental da IA, especialmente em relação ao consumo de água em data centers, tem sido objeto de crescente preocupação. Uma pesquisa de 2024, conduzida na Califórnia, indicou que realizar de 20 a 50 perguntas a um modelo de IA pode consumir meio litro de água potável.











