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11 de dezembro de 2025

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Ceo da Azul é processado na CVM por projeções financeiras

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O CEO da Azul, John Peter Rodgerson, é alvo de um processo administrativo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A acusação é de divulgar projeções financeiras em entrevista à imprensa, em vez de fazê-lo por meio dos canais oficiais da empresa.

Entrevista e Acusação

A CVM fundamenta o processo em uma entrevista concedida por Rodgerson em agosto de 2024, na qual ele projetou uma receita de R$ 20 bilhões para o ano e a possibilidade de um incremento de R$ 1 bilhão em 2025, decorrente de um plano estratégico. A legislação brasileira determina que projeções financeiras, como estimativas de receita e lucro, são consideradas informações relevantes e devem ser divulgadas de forma ampla e simultânea ao mercado, preferencialmente por meio de comunicado oficial.

Além de John Rodgerson, o vice-presidente de finanças da Azul, Alexandre Malfitani, também é acusado no processo.

Resposta da Azul

Procurada, a Azul informou ter ciência do processo aberto pela CVM e reiterou seu compromisso com a transparência e o cumprimento das legislações vigentes. A companhia aérea afirmou que “permanece à disposição da Comissão para os esclarecimentos necessários”.

Recuperação Judicial

Em maio deste ano, a Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, um mecanismo similar à recuperação judicial no Brasil. O pedido foi aceito pela Justiça americana.

Segundo a empresa, o processo permite que ela continue operando normalmente enquanto ajusta sua estrutura financeira. O objetivo é reduzir o endividamento e gerar caixa. O plano de recuperação inclui US$ 1,6 bilhão em financiamento e a previsão de eliminação de mais de US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 11,28 bilhões) em dívidas, além da captação de US$ 950 milhões em novos aportes de capital.

Entre os pontos do plano de recuperação judicial já aprovados estão a redução de 35% da frota, com a devolução de aeronaves mais antigas, e a aceitação de 20 pedidos pela Justiça norte-americana. A Azul garante que o processo não afetará a operação da companhia e que não haverá demissões.