No dia 2 de novembro, o Brasil celebra o Dia de Finados, um momento de homenagens e lembranças aos que já se foram. Em Porto Velho, a data ganha um significado especial com a preservação de locais como o Cemitério dos Inocentes, um importante ponto de referência histórica e cultural da cidade.
Entre os cemitérios públicos da capital rondoniense, o Cemitério dos Inocentes se destaca não apenas pela sua antiguidade, mas também por abrigar histórias de figuras marcantes do cenário local e nacional. O local tem se consolidado como um destino de turismo de memória, atraindo visitantes curiosos para conhecer mais sobre o passado de Rondônia.
A origem do cemitério
Construído em 24 de janeiro de 1915, apenas três meses após a oficialização do município de Porto Velho, o Cemitério dos Inocentes nasceu de uma promessa do então superintendente municipal, Fernando Guapindaia de Souza Brejense. A história conta que o nome do cemitério seria inspirado no primeiro sepultamento realizado no local. Como os primeiros corpos enterrados ali foram de duas crianças gêmeas, o cemitério recebeu o nome de Cemitério dos Inocentes.
Nomes que marcaram a história
Ao longo dos anos, o Cemitério dos Inocentes se tornou o local de descanso final de diversas personalidades importantes para a história de Rondônia. Entre elas, destacam-se Major Amarante, George Resky, a ornitóloga Emilie Snethlage, Mãe Esperança – que empresta seu nome à maternidade municipal – e Vespasiano Ramos, um dos mais importantes escritores da Região Norte, conhecido por sua obra que retrata a cultura e a realidade rondoniense.
Segundo o secretário executivo de Turismo, Alekis Palitot, valorizar o Cemitério dos Inocentes é fundamental para reconhecer a própria história da cidade. “Este cemitério guarda a memória de muitos nomes importantes da nossa cultura local, como Mãe Esperança. O Cemitério dos Inocentes faz parte da história de Porto Velho, do Brasil e do mundo”, ressaltou.
Um cemitério com história
Atualmente, o Cemitério dos Inocentes abriga cerca de 35 mil sepultamentos, a maioria em jazigos e gavetas. Sua criação foi uma solução para um problema enfrentado na época: o Cemitério da Candelária, construído no início de 1900, restringia o sepultamento apenas aos trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Com isso, a população passou a enterrar seus familiares em uma área próxima à atual Vila da Eletronorte, criando um cemitério clandestino. O Cemitério dos Inocentes surgiu para regularizar essa situação.
A Prefeitura de Porto Velho espera receber mais de 20 mil visitantes nos cemitérios públicos da cidade durante o final de semana do Dia de Finados, reforçando a importância do respeito, da fé e da memória para a comunidade local.
*Com informações da Superintendência Municipal de Comunicação de Porto Velho (SMC)












