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27 de fevereiro de 2026

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Caso Marta Isabelle: quem era a adolescente torturada em Porto Velho

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Marta Isabelle, 16 anos, era uma jovem sonhadora que amava cantar. Sua morte brutal em Porto Velho chocou Rondônia e expôs um caso de tortura

Marta Isabelle dos Santos, de 16 anos, conhecida pela família como Martinha, tinha o sonho de terminar os estudos e era apaixonada por cantar na igreja. A adolescente morava com o pai e a madrasta em Rondônia, enquanto o restante da família reside na Paraíba.

O corpo de Isabelle foi encontrado dentro de uma residência em Porto Velho na noite de terça-feira (24), apresentando sinais evidentes de tortura e maus-tratos. O pai da jovem, Callebe José da Silva, confessou que a mantinha amarrada todas as noites utilizando fios elétricos.

Em entrevista, a tia de Marta relatou que a sobrinha nasceu na Paraíba e se mudou para Rondônia ainda criança para viver com o pai. Segundo ela, a última foto que tem com a jovem é de agosto de 2020, em seu aniversário. Desde então, o contato entre elas diminuiu consideravelmente. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a adolescente cantando durante um culto, sendo este o último registro em vida ao qual a família teve acesso.

“Dizem que a gente sabia, mas não sabíamos de nada. Se soubéssemos, jamais teríamos permitido. Eles privaram ela de tudo: celular, redes sociais, contato com a família”, lamentou a tia. Ela ressaltou que Martinha era querida por todos e que ninguém tinha conhecimento das agressões que sofria.

“Martinha era muito amada. Tinha suas rebeldias de adolescente, mas era uma menina boa, sonhadora. Sonhava em estudar, terminar os estudos e construir um futuro. Nada justifica o que fizeram com ela”, declarou a tia, visivelmente abalada. Mesmo com a falta de contato frequente, ela afirmava enviar mensagens aos responsáveis legais de Marta para saber como a adolescente estava, sempre recebendo a resposta de que “ela estava bem”.

A polícia encontrou Marta deitada em uma cama, coberta por um lençol e utilizando fralda descartável. O laudo inicial apontou desnutrição, ossos expostos, ferimentos com larvas e marcas de imobilização prolongada. Testemunhas relataram que a jovem sofria maus-tratos constantes, incluindo cortes de cabelo forçados como forma de punição.

A família está presa sob suspeita de crimes de tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. A Polícia Civil investiga o caso.

Com informações do G1

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