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03 de março de 2026

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Caso Celso Daniel: saiba mais sobre o documentário que está abalando o mundo político

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Há dois tipos de série documental que têm sucesso garantido no streaming. O primeiro é o formato “true crime”, olhar aprofundado sobre um assassinato de grande repercussão midiática. O segundo é o “thriller político”, que expõe os bastidores de um fato que provocou comoção na sociedade. O Caso Celso Daniel reúne esses dois elementos na mesma produção.

Criada pelo Estúdio Escarlate e disponível na Globoplay, a série revela detalhes da investigação sobre a morte de Celso Daniel, então prefeito da cidade paulista de Santo André, ocorrida em janeiro de 2002. O petista foi sequestrado após sair de um jantar em um restaurante em São Paulo com o assessor Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”. Na volta para o ABC, o carro onde estavam foi abordado por bandidos armados, que levaram o prefeito – Sérgio conseguiu escapar. Dois dias depois, o corpo de Celso Daniel foi encontrado em uma estrada próxima a Juquitiba, na Grande São Paulo, com sete tiros.

“Começamos o projeto em 2016, seria impossível prever o cenário eleitoral em 2022”

Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, negando o uso político do seriado

Sem narrador em off, a história é contada por meio dos mais de 50 depoimentos colhidos, em um excelente trabalho de reportagem liderado pela jornalista Gisele Vitória. Sua equipe analisou mais de duas mil páginas do processo e teve, entre seus primeiros consultores, Antonio Carlos Prado e Germano Oliveira, diretores da revista ISTOÉ. Dos petistas José Dirceu e Gilberto de Carvalho aos tucanos Fernando Henrique Cardoso e Mara Gabrilli, passando por familiares, promotores e delegados, as entrevistas garantem um tom equilibrado e respeitoso ao caso. A discordância sobre a motivação do crime, no entanto, permanece a mesma em duas versões conflitantes: para a Polícia Civil, foi um homícidio comum; para o Ministério Público Estadual, a morte teve causa política e relação com esquemas de corrupção envolvendo empresas de transporte urbano. A produção faz o correto, ou seja, exibe os dois lados da investigação.

“Começamos o projeto em 2016, seria impossível prever o cenário eleitoral em 2022” Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, negando o uso político do seriado
© Divulgação “Começamos o projeto em 2016, seria impossível prever o cenário eleitoral em 2022” Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, negando o uso político do seriado

Há elementos que seguem sem explicação, como a morte de sete testemunhas ligadas ao caso – até o garçom que serviu o prefeito e o assessor na antevéspera do crime foi assassinado. Outra questão sensível seria a eventual utilização política da série, com prejuízo ao PT, em pleno ano eleitoral. Segundo Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, isso não influenciou o cronograma. “O importante era marcar os vinte anos do crime. Começamos o projeto em 2016, seria impossível prever o cenário eleitoral em 2022”, diz. Além das entrevistas, a produção recorre a animações e sequências com atores – Tuca Andrada interpreta Sérgio Gomes da Silva. A opção foi do diretor Marcos Jorge: “é um caso intricado e complexo, além de muito delicado”, afirma. “Nosso desafio foi organizar a história ao longo do tempo e contá-la com a voz de quem a viveu na pele, de maneira clara, interessante e completa.” Quem quiser saber como a série termina terá de esperar até 17 de fevereiro – é quando vai ao ar o seu último episódio.

Fonte: IstoÉ

 

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