Deixando o Rio para trás, uma carioca compartilha sua adaptação à vida em Porto Velho, Rondônia, e os contrastes culturais que encontrou
Juliana Pires, de 30 anos, tem compartilhado nas redes sociais sua experiência de mudança do Rio de Janeiro para Porto Velho. A carioca se mudou há duas semanas para acompanhar o marido, militar, que escolheu a região Norte para viver.
A decisão foi tomada em conjunto, já que Juliana sempre soube da possibilidade de mudanças devido à profissão do marido. Quando a oportunidade surgiu, ele expressou o desejo de morar no que, dentro do Exército, é chamada de “selva”. Antes da mudança, Juliana pesquisou sobre Porto Velho e ouviu relatos positivos de amigos que já haviam vivido na cidade. “Todos os nossos amigos que passaram por Porto Velho querem voltar. Eu brinco que eles beberam água do Madeira”, conta.
Ao chegar, Juliana se surpreendeu com a estrutura da cidade, que descreve como organizada, limpa e acolhedora. No entanto, o que mais a marcou foi a receptividade dos moradores. “As pessoas aqui são extremamente generosas. Recebemos mensagens de gente chamando a gente para passar o Natal em família. É um nível de acolhimento que eu não estava acostumada. O carioca é simpático, mas aqui tem algo a mais, que é a generosidade”, destaca.
A adaptação não foi isenta de surpresas. Juliana relata ter vivenciado um “choque cultural” ao se deparar com costumes e experiências diferentes do Sudeste. Um dos momentos mais marcantes foi a descoberta de uma caranguejeira no quintal de sua nova casa. “A primeira coisa muito estranha que aconteceu foi ter uma caranguejeira no meu quintal. Quando ele [marido] me contou que apareceu uma caranguejeira no quintal eu tremi. Porque até então eu nunca vi uma caranguejeira, imagina no meu quintal”, disse em vídeo.
Além da fauna local, a gastronomia também encantou Juliana, que elogia a variedade e o sabor dos pratos de Porto Velho. Ela também destaca o contraste em relação à segurança, sentindo-se mais segura em Porto Velho do que no Rio de Janeiro. “Em Porto Velho, afirma não sentir essa insegurança e avalia que a cidade transmite a sensação de ser um lugar pensado para a família.
Apesar de alguns comentários negativos online, Juliana pretende usar sua experiência para mudar a percepção sobre Porto Velho. “Eu quero que os cariocas conheçam Porto Velho, mas também quero que as pessoas que moram aqui, consigam olhar para a cidade com outros olhos. Se alguém que veio do Rio fala bem, talvez as pessoas passem a enxergar os pontos positivos”, diz.

Com informações do G1










