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26 de março de 2026

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Caramujo africano está se tornando praga em Rolim de Moura

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Com o período de chuvas e a proximidade do Verão, a proliferação de caramujos africanos aumenta, uma vez que as condições climáticas são favoráveis à sobrevivência desse animal, pois há um aumento da oferta de abrigo e alimento. Para conter o avanço dessa praga, além das ações desencadeadas pelo setor público, o apoio da população é determinante.

É de suma importância que a população tome certos cuidados. Os próprios moradores devem fazer a coleta dos caramujos e dar destinação correta.

Os caramujos africanos, podem transmitir verminoses conhecidas como angiostrongilíases ao ser humano, por meio do muco que produzem para se deslocar (quando se toca o caramujo com as mãos nuas e levamos a mão à boca) ou por meio da sua ingestão de verduras e hortaliças sujas com o muco do caramujo.

Ao catar os caramujos, nunca se deve tocar nestes animais sem uma proteção (como luvas ou sacos plásticos nas mãos) e a realizar a higienização adequada das mãos após eventual contato com o animal, bem como dos alimentos. Apesar da possibilidade de transmissão dessas verminoses, não há registro da doença em Rolim de Moura (RO) até o momento.

Caramujo africano está se tornando praga em Rolim de Moura
A casca vazia do caramujo pode ajudar na proliferação de pernilongos e do mosquito da dengue – Foto: Arquivo/Raoni Sanfelicce

Ainda é recomendado manter os quintais e terrenos limpos, pois geralmente são nesses locais que os caramujos se escondem.

A forma mais adequada de se eliminar os caramujos africanos é por meio do controle mecânico, que consiste na catação manual destes animais. Após proteger as mãos para pegar os moluscos, recomenda-se a aplicação de cal virgem sobre os caramujos quebrados, não vai adiantar jogar o sal, por isso a importância do CAL, que combate também os ovos. O sal vai matar apenas o animal adulto e os ovos vão permanecer no local, e a posterior incineração.

A coleta manual deve ser feita periodicamente, até eliminar a infestação do local. Dica importante é não jogar sal diretamente nos caramujos livres, pois além de contaminar o solo, as conchas sobrarão no ambiente e se encherão de água de chuva, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Caramujo africano pode transmitir meningite eosinofílica

Essa espécie de caramujo também pode transmitir meningite eosinofílica, como você pode conferir clicando aqui para ver a matéria completa

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