Pesquisa da UEMA alerta para risco de meningite e aumento da ‘praga urbana’ na Ilha de São Luís.
Uma pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) alerta para os riscos do consumo do Caracol Africano (Achatina fulica) nos municípios da grande São Luís. O estudo, coordenado pelo professor Ferdinan Melo, investiga a ocorrência do molusco e de nematódeos relacionados à saúde da população.
O Caracol Africano, classificado como praga urbana e agrícola, é um hospedeiro intermediário de nematódeos como o Angiostrongylus cantonensis, agente da Meningite Eosinofílica. A pesquisa revela um aumento significativo da presença do molusco na Ilha de São Luís nas últimas duas décadas, gerando preocupação com o potencial de zoonoses.
As coletas foram realizadas em Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís, em períodos chuvosos e secos de 2024 e 2025. Amostras foram analisadas no Laboratório Central do Maranhão (LACEN-MA) e na Fiocruz, no Rio de Janeiro.
O professor Ferdinan Melo destaca que o ciclo de vida do nematódeo tem como hospedeiros definitivos os roedores, mas humanos podem ser infectados ao consumir caracóis, caramujos ou lesmas contaminadas. A infecção pode causar comprometimento neurológico e, em casos graves, levar à morte.

A equipe espera que os resultados do estudo forneçam medidas de controle eficazes e contribuam para a promoção da saúde, dentro do contexto de ‘Uma Só Saúde’. O pesquisador ressalta a importância de cuidados com terrenos baldios, quintais e jardins para evitar a proliferação dos moluscos.
Com informações do Portal Amazônia.










