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26 de janeiro de 2026

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Cana em risco: seca ameaça safra 2025 em SP

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Estresse hídrico e térmico colocam em xeque a produtividade da cana-de-açúcar em Piracicaba (SP), com impactos previstos para 2025.

A safra de cana-de-açúcar em Piracicaba (SP) enfrenta sérias ameaças devido ao estresse hídrico causado pela falta de chuvas e altas temperaturas em 2024, com projeções preocupantes para 2025. Dados da Estação Meteorológica da Esalq/USP revelam um desvio negativo nas chuvas, impactando a qualidade da cana.

Os meses de janeiro, fevereiro e março foram particularmente críticos, afetando a safra 2024/25 colhida em abril. A brotação da nova safra também está comprometida, pois a cana é sensível à falta de água, o que reduz sua capacidade de produção, conforme explica o agrometeorologista Felipe Pilau da Esalq-USP.

Além da seca, o estresse térmico, com temperaturas nas raízes até 4°C inferiores à superfície e ocorrência de geadas, agrava o cenário. A cana é sensível ao frio, e a geada prejudicou a rebrota em diversas áreas, impactando a safra futura.

Apesar de novembro ter tido chuva acima da média, o volume concentrado no início do mês não foi suficiente para reverter o quadro de deficiência hídrica, já que grande parte da água foi drenada do solo. A previsão é de que os próximos meses sigam dentro da média, com possibilidade de chuvas abaixo do esperado, o que pode resultar em produtividades menores.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) aponta um recuo de 1,26% na moagem da cana na região Centro-Sul até 16 de novembro, com 120 usinas já tendo concluído o processamento. Diante desse cenário, especialistas recomendam investir em manejo e monitoramento meteorológico para minimizar os efeitos das condições climáticas adversas.

O professor e pesquisador da Esalq orienta que o foco deve ser no manejo para minimizar os efeitos da condição climática desfavorável. Investir em estações meteorológicas, sistemas de monitoramento e usar as previsões de tempo são medidas importantes para ajustar os manejos e mitigar os impactos.

Com informações do G1

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