Buscando sensibilizar a população quanto aos riscos da gravidez na adolescência, a prefeitura de Porto Velho promove nesta semana uma campanha de conscientização nas redes sociais. De 14 a 18 de fevereiro, conteúdos informativos sobre o tema estão sendo apresentados, abordando os riscos para a saúde e consequências de uma gestação precoce.
A campanha acontece de forma on-line, devido a pandemia de covid-19, e busca conscientizar meninas e meninos de 10 a 19 anos, além dos familiares e responsáveis. Além de abordar o tema, a proposta é divulgar os serviços oferecidos a este público na rede municipal de saúde.
“Todos os adolescentes com idade acima de 10 anos podem nos procurar nas unidades de saúde. O objetivo é que, por meio do acolhimento e orientação, esses jovens desenvolvam sua sexualidade de forma consciente e responsável. Prezamos sempre para que haja um consenso na família, por isso, os atendimentos também podem ocorrer aos genitores ou responsáveis”, explica Ana Emanuela Carvalho, coordenadora do núcleo de Saúde da Mulher.
Acolhimento
As legislações vigentes, como o próprio ECA, asseguram que os adolescentes tenham acesso ao serviço dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, as unidades promovem o acolhimento da demanda, realizando o primeiro atendimento, identificando a necessidade, sanando dúvidas e promovendo conhecimento prévio sobre o tema.
“Esse momento nos permite identificar se o adolescente está prevendo iniciar a vida sexual ou se iniciou e necessita de prevenção. Dessa forma, apresentamos os métodos contraceptivos que dispomos. O atendimento ao adolescente requer empatia, pois muitos chegam se sentindo reprimidos, com timidez ou vergonha de expor sua intimidade, além do medo de julgamento social”, acrescenta a coordenadora do núcleo.
No caso da opção por algum método contraceptivo, o adolescente poderá ter acesso na própria UBS como: os injetáveis mensal ou trimestral, os contraceptivos orais, além dos preservativos masculinos e femininos. “No caso daquela adolescente que optar pela inserção de DIU, esta será encaminhada para o Centro de Referência de Saúde da Mulher para um atendimento que é feito mediante agendamento prévio, via regulação na própria UBS”, detalha Emanuela.











