O francês Johan Grondin concluiu uma jornada épica ao percorrer mais de 9.100 quilômetros, do Chuí (RS) ao Oiapoque (AP), em uma caminhada histórica que fortalecerá a Rede Nacional de Trilhas. A rota inédita, que cruzou diversos biomas brasileiros, conectará cerca de 34 Unidades de Conservação (UCs) federais, tornando-se o maior corredor ecológico da América Latina.
A travessia, iniciada em fevereiro de 2023, contou com o apoio de servidores do ICMBio e de voluntários da Associação Rede Brasileira de Trilhas. Johan mapeou a futura Trilha Oiapoque x Barra do Chuí, auxiliando os ministérios do Turismo (MTur) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) a definir rotas estratégicas para a grande trilha, que será inaugurada em breve.

A iniciativa se alinha com a política pública de conectar trilhas existentes e implementar novas, criando um corredor verde contínuo para a fauna e a flora. A Trilha foi concebida para funcionar como um corredor natural que conecta centenas de Unidades de Conservação, muitas delas federais, espalhadas pelos biomas brasileiros.
De praias isoladas no Rio Grande do Sul à exuberância da Amazônia, passando pela Serra da Mantiqueira, Cerrado e Caatinga, Johan enfrentou desafios climáticos e de adaptação, demonstrando a resiliência necessária para a jornada. “Tudo consiste em se adaptar, senão você não consegue atravessar”, afirmou o montanhista.

Após a conclusão, ele planeja escrever um livro sobre sua experiência e considera a possibilidade de conectar o Brasil de leste a oeste.
A Rede Brasileira de Trilhas, principal política pública de áreas protegidas do Brasil, une lazer, conservação e desenvolvimento econômico. O reconhecimento internacional das trilhas como ferramenta vital para a conservação da natureza, em eventos como o Congresso Mundial da Natureza da IUCN e a COP30, reforça a importância da iniciativa.
Com informações do Portal Amazônia.












