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17 de fevereiro de 2026

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Camarões e caranguejos surpreendem em campus da UFAM

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A biodiversidade amazônica é famosa por espécies como botos, onças e vitórias-régias, mas a fauna local reserva surpresas até mesmo em meio à cidade de Manaus. O campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com seus 700 hectares de floresta urbana, é um desses exemplos, abrigando não só aves, jacarés e esquilos, mas também camarões e caranguejos.

Considerada a maior floresta urbana do Brasil, a área funciona como um laboratório natural para estudos. Segundo o livro ‘Fauna e Flora da Universidade Federal do Amazonas: A maior biodiversidade urbana do Brasil’, a região mantém ecossistemas que sustentam diversas comunidades de organismos, incluindo os crustáceos.

“Nossa missão é tentar resgatar a qualidade da água e, com isso, manter a diversidade de mais de 40 espécies de peixes e pelo menos 20 espécies de crustáceos, entre camarões, caranguejos, pulgas-d’água e tatuzinhos-de-jardim”, explica o doutor em biologia Edinbergh Caldas de Oliveira.

O que são crustáceos?

Crustáceos são invertebrados, em sua maioria aquáticos, que incluem camarões, caranguejos, siris e lagostas. Embora a maioria seja encontrada no mar, também habitam rios, lagos, igarapés e até mesmo o solo.

No campus da UFAM, pesquisadores registraram diversas espécies, como tatuzinhos-de-jardim, pulgas-d’água, camarões e caranguejos. A presença desses animais está ligada aos igarapés e corredores ecológicos da região, que servem como refúgio.

Os camarões, por exemplo, são abundantes e desempenham um papel importante na ecologia aquática, servindo de alimento para peixes. Já o caranguejo de água doce, semi-terrestre, utiliza a terra firme para construir tocas e procurar alimento, ajudando a aeração do solo e a distribuição de nutrientes.

De acordo com Oliveira, a presença desses animais é um indicador de qualidade ambiental, pois muitos crustáceos são sensíveis a mudanças bruscas no ecossistema, como poluição ou alterações no fluxo da água. “Essa presença indica um melhor funcionamento das relações ecológicas nesses igarapés, apesar do assoreamento causado pela urbanização desordenada ao redor do campus”, afirma.

Importância ecológica dos crustáceos

Os crustáceos consomem matéria orgânica em decomposição, ajudando a reciclar elementos essenciais para a cadeia alimentar. Além disso, são fonte de alimento para peixes, aves, anfíbios e mamíferos que vivem no campus.

“Os crustáceos são de suma importância para o equilíbrio da fauna aquática, pois ligam peixes e outros vertebrados através da teia alimentar, atuando como consumidores de invertebrados menores e recicladores de detritos e algas nos igarapés. Colaborando assim para manter o equilíbrio desse ecossistema”, completa Oliveira.

Preservação da área

A área da UFAM enfrenta pressões constantes devido ao crescimento urbano, poluição e desmatamento em áreas vizinhas. A poluição de esgotos e a construção de edifícios próximos às nascentes dos 17 igarapés do campus também representam ameaças à vida dos crustáceos.

Oliveira defende a criação de parcerias para combater o descarte irregular de lixo na área verde ao redor do campus, realizado por moradores e empresas.

O livro ‘Fauna e Flora da Universidade Federal do Amazonas’ reúne informações abrangentes sobre a biodiversidade do campus, destacando a importância dos “pequenos habitantes” que muitas vezes passam despercebidos.

“Precisamos urgentemente preservar a biodiversidade desse fragmento florestal da UFAM, que é considerada a maior biodiversidade em área urbana do Brasil – um pequeno pedaço da nossa Amazônia, cercado pela cidade e bastante impactado”, conclui Oliveira.

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