O café robusta produzido nas ‘Matas de Rondônia’ apresenta um saldo positivo no sequestro de carbono, removendo 2,3 vezes mais carbono da atmosfera do que emite durante o processo de cultivo. A conclusão é de um estudo da Embrapa, realizado em 2024 e divulgado recentemente.
As ‘Matas de Rondônia’ são uma área de Indicação Geográfica que abrange 15 municípios produtores de café, incluindo Cacoal, São Miguel do Guaporé e Seringueiras, concentrando mais da metade da produção cafeeira do estado.
A pesquisa analisou 250 propriedades que cultivam café robusta em Rondônia, indicando que cada hectare emite, em média, 2,9 mil quilos de dióxido de carbono (CO2) por ano. No entanto, as mesmas lavouras são capazes de absorver aproximadamente 6,8 mil quilos de CO2 por hectare, armazenando o carbono nas plantas. Isso resulta em um saldo positivo de 3,8 mil quilos de carbono sequestrado por hectare anualmente.
De acordo com o pesquisador da Embrapa, Enrique Anastácio Alves, a adoção de práticas sustentáveis no cultivo do café não beneficia apenas o meio ambiente, mas também contribui para a melhoria da qualidade da lavoura.











