Em meio à tensão com Trump, EUA enviarão aviões militares para a Groenlândia para exercícios planejados com Dinamarca e Canadá
Aviões do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad) devem chegar “em breve” a uma base militar na Groenlândia para realizar “atividades planejadas há muito tempo”, informou a organização binacional, formada por Estados Unidos e Canadá.
O anúncio ocorre em um momento de pressão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já manifestou interesse em comprar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca no Ártico, considerado estratégico e rico em minerais.
“Esta atividade foi coordenada com o reino da Dinamarca e todas as forças de apoio operam com as autorizações diplomáticas necessárias. O governo da Groenlândia também foi informado sobre as atividades previstas”, ressaltou o Norad. A organização enfatiza que a cooperação entre os países é duradoura.
Os aviões devem pousar “em breve” na base aérea de Pituffik, no oeste da ilha. “Eles darão suporte a atividades do Norad planejadas há muito tempo, com base na cooperação de defesa duradoura entre os Estados Unidos e o Canadá, e o reino da Dinamarca”, informou o Comando. O Norad não detalhou a quantidade de aeronaves enviadas nem a natureza específica das atividades.
A organização destacou que realiza operações rotineiras em defesa da América do Norte. A movimentação ocorre em um contexto geopolítico sensível, com crescente interesse estratégico na região do Ártico. Manifestações recentes demonstraram a preocupação da população local com a influência externa, como o protesto em Londres onde um homem gritou “Deixem a Groenlândia em paz” durante o hino dos EUA e foi ovacionado.
Em outras notícias, cerca de 1.500 integrantes do Estado Islâmico fugiram de uma prisão na Síria, segundo agências. A TV estatal do Irã também foi hackeada e exibiu mensagens de apoio aos manifestantes, alegando ajuda dos EUA.
Com informações do G1










