Oito turistas brasileiros estão há mais de um dia retidos em uma estrada na Bolívia devido a protestos contra o aumento dos combustíveis
Oito turistas brasileiros estão presos há mais de 24 horas em uma estrada próxima a La Paz, na Bolívia, em decorrência de protestos contra o aumento dos combustíveis no país. As manifestações, que bloqueiam rodovias desde terça-feira (6), foram desencadeadas após o governo boliviano retirar subsídios do setor. O grupo viajava de ônibus de Cusco, no Peru, com destino a Campo Grande (MS), mas foi impedido de prosseguir a viagem ao se aproximar da capital boliviana. Veja o vídeo acima.
Entre os passageiros está uma funcionária pública que preferiu não se identificar. Ela relatou ao g1 que os viajantes passaram a noite dentro do ônibus, estacionado perto de um vilarejo, enfrentando a falta de comida suficiente e a ausência de um local adequado para descanso.
“Estamos num vilarejo e sem condições nenhuma. Não temos comida. O que temos é o que compramos no Peru”, disse a passageira. Segundo ela, passageiros bolivianos conseguiram seguir viagem pegando caronas, enquanto os brasileiros permaneceram no local. Do total, seis são de Campo Grande e dois de Dourados, no interior de Mato Grosso do Sul.
Ainda de acordo com a passageira, parte do grupo está tentando encontrar alimentos na região. A chegada a Campo Grande estava prevista para as 18h desta sexta-feira (9), mas não há previsão de quando a estrada será liberada e os turistas poderão retornar ao estado.
Os protestos na Bolívia tiveram início após o governo publicar um decreto que eliminou os subsídios aos combustíveis, o que resultou na duplicação dos preços da gasolina e do diesel. Manifestantes argumentam que o aumento elevou o custo de vida e encareceu produtos básicos, justificando o bloqueio de rodovias em diversas regiões do país.
Desde dezembro, a Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país, lidera os protestos em La Paz. Nos últimos dias, camponeses e professores também aderiram às manifestações.
Turistas foram impedidos de seguir viagem por causa de protesto. (Reprodução)
Com informações do G1










