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25 de janeiro de 2026

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Brasil e UE negociam acordo para exploração de terras raras

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Em busca de independência estratégica, União Europeia mira minerais críticos brasileiros como terras raras, lítio e níquel

A União Europeia (UE) intensificou a busca por minerais estratégicos no Brasil, com negociações em andamento para um acordo de investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a iniciativa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de celebração do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, um processo que se estendeu por 25 anos. Von der Leyen enfatizou que a cooperação em matérias-primas críticas será um pilar fundamental na relação entre os dois blocos. “Isso vai moldar nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras. É a chave para a nossa transição digital e limpa, e também para a independência estratégica, num mundo em que os minerais tendem a ser instrumento de coerção”, afirmou.

O interesse da UE ocorre em paralelo ao crescente interesse dos Estados Unidos nos minerais estratégicos brasileiros. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, superado apenas pela China. No entanto, o país ainda exporta grande parte desses minerais sem processamento, limitando a captura de valor agregado.

Von der Leyen descreveu o acordo Mercosul-UE como um arranjo de “ganha-ganha” e encerrou seu discurso em português: “Todo mundo beneficiado é realmente um ganha-ganha. Esse é o jeito europeu de fazer negócio. E quero dizer, do fundo do meu coração: obrigada, amigo. O melhor está por vir”.

As terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para diversas tecnologias – incluindo turbinas eólicas, carros elétricos, chips e equipamentos médicos – estão no centro de uma corrida geopolítica. Enquanto a China domina o refino e o processamento desses minerais, EUA e UE buscam diversificar seus fornecedores para reduzir dependências estratégicas. O subsolo brasileiro, nesse contexto, assume um papel central no cenário internacional.

A disputa global por esses recursos reflete a crescente importância dos minerais críticos para a transição energética, a digitalização da economia e a segurança geopolítica. A capacidade do Brasil de processar e agregar valor a esses minerais será crucial para o desenvolvimento econômico do país e para sua posição no mercado global.

Com informações do G1

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