Trump anuncia tarifa de 25% para países que negociam com o Irã, e Brasil analisa os efeitos na economia
O governo brasileiro aguarda a publicação da ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para avaliar o impacto, no Brasil, da decisão de impor uma tarifa de 25% a países que mantiverem negócios com o Irã.
A medida pode afetar o Brasil devido à sua relação comercial com o país do Oriente Médio. Em 2023, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, com destaque para ureia, pistache e uvas secas. As exportações somaram US$ 2,9 bilhões, impulsionadas por milho, soja e açúcar.
Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (12), Trump afirmou que a nova tarifa entra em vigor de forma imediata. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre quaisquer e todas as transações realizadas com os Estados Unidos. Esta ordem é final e conclusiva”, escreveu o presidente na Truth Social.
Apesar dos valores envolvidos, o Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A indefinição reside em se a tarifa se aplica a relações comerciais já existentes ou apenas a novas transações.
Até a última atualização desta reportagem, o Itamaraty e a Presidência da República não se manifestaram sobre o assunto, conforme procurados pelo g1. A avaliação do governo brasileiro busca entender a amplitude da medida e seus possíveis desdobramentos para o comércio bilateral.
A imposição da tarifa por Trump ocorre em um contexto de tensões geopolíticas envolvendo o Irã e seu programa nuclear. A decisão americana visa aumentar a pressão econômica sobre o governo iraniano, restringindo seu acesso a recursos financeiros.
O impacto real no Brasil dependerá da interpretação da ordem executiva de Trump e de possíveis negociações diplomáticas para mitigar os efeitos da tarifa.
Com informações do G1










