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02 de março de 2026

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BR-319: Povos indígenas possuem soluções para minimizar impactos, diz pesquisador

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A BR-319, rodovia estratégica para a logística entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), atravessa territórios de diversos povos indígenas. O antropólogo Miguel Aparicio, do INPA, ressalta que essas comunidades, apesar das ameaças representadas pela possível pavimentação e outros empreendimentos, detêm soluções sustentáveis para mitigar os impactos socioambientais.

A região abriga pelo menos quatro grandes redes indígenas: as comunidades ao redor da Região Metropolitana de Manaus, os povos Mura e Kagwahiva (rios Madeira), os Apurinã e povos Arawá (rio Purus), e os povos de Rondônia. Há 13 mil anos, essas populações moldam a Amazônia, sendo suas Terras Indígenas áreas cruciais para a conservação e combate às mudanças climáticas.

Obras de pavimentação da BR-319
Foto: Reprodução/DNIT

Aparicio alerta que, mesmo com a BR-319 ainda sem trafegabilidade total, a expansão da pecuária, extração de madeira, grilagem e mineração já afetam os territórios indígenas. Um estudo recente do Observatório BR-319 aponta para a proliferação de “estradas espinha de peixe” – 18.897 km de ramais ilegais – que agravam a situação.

O pesquisador enfatiza que o principal problema não é a rodovia em si, mas a sua consolidação desordenada, que pode levar ao desmonte de Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável. Diante das ameaças, muitos povos optam pelo isolamento. “Para além da condição de vítima, os povos indígenas estão produzindo soluções sustentáveis há muito tempo. Eu considero que as soluções para os impactos da BR-319 já foram formuladas pelas populações que ocupam a área de influência. Eles já têm as soluções. O que precisamos é ampliar a escala para outras populações”, conclui Aparicio.

Com informações do Portal Amazônia.

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