A pavimentação da BR-319, rodovia que corta a Amazônia, reacende o debate sobre desenvolvimento e preservação ambiental. O pesquisador Carlos Nobre alertou para a possibilidade de perda de um milhão de hectares de floresta com o asfaltamento, gerando prejuízos bilionários. Contudo, o autor da matéria argumenta que a rodovia já existe desde 1978 e que é possível implementar medidas protetivas, incentivando projetos ambientais sustentáveis e utilizando recursos como o Fundo Amazônia.
O artigo questiona as previsões alarmistas, considerando-as distantes da realidade geopolítica e econômica da região. Para o autor, a construção de rodovias e ferrovias é essencial para o desenvolvimento socioeconômico, conectando regiões remotas e facilitando o comércio, e que algum impacto ambiental é inevitável em qualquer cenário. Ele compara a situação com a de outros países que também enfrentam desafios ambientais ao construir infraestruturas.
A COP30, realizada em Belém do Pará, é mencionada como uma oportunidade perdida para a formulação de planos e projetos concretos de proteção ambiental, com recursos garantidos. A crítica se estende a ambientalistas, considerados exímios críticos, mas carentes de propostas soluções práticas. O autor aponta para a resiliência da natureza, com a recuperação de glaciais e o aumento das chuvas, como evidências de que a destruição catastrófica não é inevitável.
O texto ressalta que o Amazonas possui uma vasta área preservada, com 54,73% de seu território configurando áreas protegidas, incluindo Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Além disso, a BR-319 é cercada por uma “barreira verde” de Unidades de Conservação, que visam garantir a proteção do bioma ao longo de sua extensão. A conclusão é que basta a aplicação efetiva dos dispositivos legais para assegurar a preservação da floresta. [[IMG_1]]
Com informações do Portal Amazônia.










