A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, já sancionada, destina cerca de 28% do Orçamento da União (R$ 1,82 trilhão) para o pagamento de juros da dívida pública, superando os investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e previdência. Essa priorização impacta diretamente a alocação de recursos para infraestrutura, especialmente a conclusão da BR-319.
Embora o orçamento federal preveja R$ 300 bilhões para infraestrutura, com R$ 16,05 bilhões destinados a transporte, e haja previsão de R$ 1,5 bilhão para o DNIT no Rio Grande do Sul, a LDO não detalha recursos específicos para a BR-319. A situação reflete a oposição da ministra Marina da Silva à conclusão da obra, vital para a integração econômica da Amazônia. [[IMG_1]]
O presidente Lula declara a obra como prioritária, mas demonstra falta de ação concreta para garantir a consignação dos recursos necessários, em contraste com o apoio a emendas parlamentares e ao fundo partidário. O Amazonas, que lhe concedeu 52% dos votos, pode não ver a conclusão da rodovia Manaus-Porto Velho ainda em 2026.
Apesar da aprovação de uma Medida Provisória (MP 1308/25) que cria um Licenciamento Ambiental Especial para obras estratégicas, a falta de regulamentação específica e a morosidade burocrática em Brasília indicam que o avanço da BR-319 continuará lento. As obras em andamento em trechos específicos, como a pavimentação de 20 km do lote C, e a recuperação de pontes como a do Curuçá e do Autaz Mirim, são insuficientes para garantir a conclusão da rodovia em curto prazo.
Com informações do Portal Amazônia.











