Uma bióloga do Pará está utilizando a genética forense para identificar fraudes na comercialização de peixes, protegendo a saúde pública e o meio ambiente. Leilane Brito, especialista em genética forense e doutoranda da UFPA, analisa amostras vendidas em supermercados e restaurantes para verificar se a espécie anunciada corresponde àquela que o consumidor está comprando.
A paixão pela genética surgiu durante a graduação em Ciências Naturais na UFPA. “Quando iniciei o curso, tive a oportunidade de conhecer diversas áreas, mas me identifiquei com a genética”, explica a pesquisadora. A análise de peixes começou como uma forma de investigar supostas fraudes alimentícias, como a substituição de peixes mais caros por espécies similares e mais baratas.
A fraude na comercialização de peixes pode trazer sérios riscos à saúde, especialmente quando o peixe substituído contém substâncias alergênicas ou tóxicas. Além disso, a troca de espécies dificulta a conservação de peixes ameaçados de extinção e gera prejuízos econômicos para os consumidores. “A troca de espécies dificulta a elaboração de políticas públicas eficientes para a conservação das espécies vulneráveis”, alerta Leilane.
Leilane almeja desenvolver tecnologias inovadoras, como selos de autenticidade baseados em DNA, para garantir a rastreabilidade e a certificação de peixes na região Norte do Brasil. Seus resultados já foram premiados, como o Prêmio Jovem Cientista do IECOS/UFPA, e publicados em revistas científicas internacionais, como a Neotropical Ichthyology e PeerJ.

A pesquisadora também espera inspirar outras jovens a seguir a carreira científica e atuar como professora de Ciências Naturais no ensino fundamental. “Quando as mulheres assumem espaços, elas ajudam a construir um cenário de representatividade na ciência, despertando o interesse de jovens estudantes”, finaliza Leilane.
Com informações do Portal Amazônia.










