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17 de fevereiro de 2026

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Biodiversidade amazônica: um mundo de insetos ainda a ser descoberto

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Um universo de insetos, até então desconhecido, está sendo revelado nas alturas da Floresta Amazônica. Pesquisadores se dedicam a mapear a biodiversidade desses animais, que habitam desde o solo até o topo das árvores, e se surpreendem com a complexidade e beleza da vida que encontram.

Próximo a Manaus (AM), o biólogo Dalton Amorim, da Universidade de São Paulo (USP), expressa sua admiração ao observar a floresta de uma torre de 40 metros: “O que vemos aqui é de tal beleza e complexidade que explode o coração. Temos 360 graus de floresta primária pura, com todos esses tons de verde… Cada copa tem um formato diferente. É uma riqueza brutal e linda, difícil de explicar para quem não está aqui.”

A pesquisa faz parte de um projeto maior, o BioInsecta, que busca expandir o conhecimento sobre os insetos da Amazônia em parceria com o BioDossel, sediado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A meta é catalogar e estudar centenas de milhares de espécimes, com a expectativa de identificar novas espécies.

“A gente não pode fazer isso sozinho. Precisamos reunir a força taxonômica do país e de outros países para chegar ao essencial da pesquisa: a espécie”, explica José Albertino Rafael, professor do Inpa e líder do BioDossel.

Estima-se que de 90% a 98% da fauna de insetos da Amazônia ainda seja desconhecida pela ciência. Um estudo de 2022 apontou que mais de 60% dessa biodiversidade vive acima do solo, no dossel da floresta – a parte alta das árvores.

Para coletar esses insetos, os pesquisadores utilizam técnicas inovadoras, como torres de observação e armadilhas estrategicamente posicionadas em diferentes alturas. A coleta não se limita a uma área específica, com experimentos realizados em interflúvios entre os rios Amazonas, Madeira e Solimões.

O objetivo é entender a diversidade da fauna em cada ponto e como ela varia entre as diferentes alturas. “Foi um resultado surpreendente e isso nos estimulou a desenvolver um projeto mais consolidado com coletas mais extensas”, conta Rafael.

Os dados coletados serão utilizados por ecólogos, engenheiros florestais e cientistas da conservação para a proteção da floresta. Além disso, o projeto busca envolver a sociedade, com ações de educação e divulgação científica, como podcasts e palestras em escolas.

O técnico do Inpa, Francisco Felipe Xavier Filho, destaca a importância de mostrar aos estudantes a riqueza da fauna amazônica e a necessidade de preservá-la. “Eles ficam empolgadíssimos ao saber que existe esse tipo de trabalho científico dentro da floresta. Começam a pensar diferente quando recebem estas informações.”

Com a colaboração de diversos pesquisadores e instituições, o BioInsecta e o BioDossel prometem revolucionar o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica, abrindo caminho para novas descobertas e estratégias de conservação.

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