Informação é com a gente!

26 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

26 de fevereiro de 2026

Bebê levado vivo para funerária morre após 15 dias internado em UTI de RO: ‘negligência imperdoável’, diz avó

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

23/02/2026
Publicação legal: Aviso de Licitação Nº1/2026 – Ipam-Gab/Ipam-SCL
09/02/2026
Publicação legal: Pedido de Renovação da Licença de Operação
12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global

MP-RO e Polícia Civil investigam se houve negligência médica. Após o parto, médicos assinaram atestado de óbito do bebê, mas ele estava vivo. Pezinho do bebê que foi dado como morto em Ariquemes, RO
Arquivo Pessoal
Morreu o bebê Augusto que nasceu “de surpresa” em Ariquemes (RO), informou a família da criança nesta terça-feira (11). A mãe, uma jovem de 18 anos, não sabia que estava grávida. A história do bebê gerou grande repercussão, já que momentos após o parto, médicos assinaram uma certidão de óbito atestando que ele nasceu morto.
Após isso, um agente funerário foi chamado até a unidade de saúde para recolher a criança. Cerca de quatro horas depois, quando preparava o corpo para o enterro, o homem percebeu sinais de respiração e batimento cardíaco e levou o bebê até um hospital. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal de um hospital privado da cidade, onde ficou por aproximadamente 15 dias.
No início da noite de segunda-feira (10), a avó da criança já estava preocupada com o quadro de infecção intestinal que Augusto apresentava. Nesta terça veio a confirmação da morte.
“Para mim o que provocou a morte dele foi a negligência médica. A médica não fez os testes novamente enquanto a gente falava que ele estava vivo”, disse a avó de Augusto.
“A noite que ele passou inteira na funerária sozinho, sem atendimento nenhum. Depois quando constatou que ele estava vivo ele foi para UTI, foi intubado e tudo isso gerou complicações. Então eu continuo falando: a negligência é imperdoável”, disse.
Investigações
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) abriu um processo para apurar o caso do Augusto. A situação também é investigada pela Polícia Civil e pela Secretaria Municipal de Saúde de Ariquemes que instaurou procedimento de investigação interno.
No despacho inicial, o MP pediu cópia do boletim de ocorrência que a família registrou na delegacia e informações da Secretaria de Saúde sobre a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos.
De acordo com o delegado responsável, Leandro Balensiefer, os profissionais de saúde do Hospital Municipal de Ariquemes compareceram de forma espontânea na delegacia para prestar depoimento. O agente funerário que percebeu que a criança estava viva e a avó do bebê também foram ouvidos.
“Está na Justiça, quero Justiça. A médica e o obstetra não quiseram examiná-lo, depois deram ele como morto, depois voltou e deu como vivo. Então minha palavra continua a mesma: foi negligência… Olha o tanto que essa criança lutou”, comentou a avó.
O caso Augusto
Recém nascido é encontrado vivo por agente funerário em Ariquemes
O caso aconteceu no último mês, mãe não sabia que estava grávida. Ela procurou atendimento na rede pública de saúde duas vezes sentindo fortes dores, mas foi mandada para casa ainda sem saber da gravidez, segundo relato dos familiares.
As dores começaram a aumentar e ela acabou dando à luz o bebê prematuro em casa, sem ajuda médica. A mãe estava no sétimo mês de gestação e o pequeno nasceu pesando pouco mais de 1 quilo.
Quando chegou ao hospital, os profissionais de saúde acreditaram que a criança prematura tinha nascido morta e enviaram a criança — viva — para os cuidados do agente funerário. Ele percebeu os sinais vitais do bebê e buscou ajuda médica.
Certidão de óbito do bebê é registrado como “natimorto”
Arquivo Pessoal
*Colaboraram: Rinaldo Moreira, da Rede Amazônica, Jaíne Quele Cruz e Ana Kézia Gomes, g1 Rondônia.
VÍDEOS: veja mais notícias de Rondônia

Página inicial / Rondônia / Bebê levado vivo para funerária morre após 15 dias internado em UTI de RO: ‘negligência imperdoável’, diz avó