Em recurso ao STF, Banco Central questiona a pressa em agendar acareação sobre o caso Master durante o recesso judicial
O Banco Central questionou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a urgência em agendar uma acareação entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o diretor do BC, Ailton de Aquino Santos, durante o recesso judicial. A informação foi antecipada pela colunista do g1, Andréia Sadi.
Juristas manifestaram estranheza com a marcação da acareação – que também pode envolver o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – para a próxima terça-feira (30), antes mesmo da realização dos depoimentos dos envolvidos no caso que levou à liquidação do Banco Master. O Banco Central argumenta que a acareação não se justifica neste momento, considerando que a investigação está em fase inicial.
No recurso apresentado nesta sexta-feira (26), o BC questiona quatro pontos cruciais ao STF: quais são os pontos controversos que o ministro Dias Toffoli busca esclarecer; se Ailton de Aquino Santos está sendo convocado como acusado, testemunha, ou em nome do Banco Central; se, na condição de testemunha institucional, ele poderá ser acompanhado por técnicos para detalhar as decisões que resultaram na liquidação do Master; e, finalmente, a justificativa para a urgência da acareação durante o recesso.
O Banco Master foi liquidado após a descoberta de fraudes que somaram cerca de R$ 12 bilhões, além de dificuldades em honrar compromissos com seus clientes. O caso tem sido marcado por polêmicas, incluindo a viagem do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, em um jato particular com um advogado do banco Master para assistir à final da Libertadores.
Outras controvérsias vieram à tona, como a existência de um contrato mensal de R$ 3,6 milhões entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master. A colunista Malu Gaspar também revelou que Moraes conversou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o Master. A expectativa é que o ministro Dias Toffoli esclareça eventuais divergências de versões que foram publicadas na imprensa, o que seria um ato incomum.
Com informações do G1










