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29 de novembro de 2025

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BC: déficit em contas externas sobe 21% de janeiro a outubro

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O déficit das contas externas brasileiras registrou aumento de 21% de janeiro a outubro deste ano, concomitante ao avanço do investimento estrangeiro direto no país, conforme informado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (25).

De acordo com a instituição, as contas externas – resultado em transações correntes – apresentaram um déficit de US$ 62,07 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, em comparação com US$ 51,51 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Em outubro, o saldo negativo foi de US$ 5,12 bilhões, inferior ao déficit de US$ 7,38 bilhões registrado em outubro do ano passado.

Componentes das contas externas

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores do setor externo, é composto por:

  • Balança comercial: Comércio de produtos entre o Brasil e outros países.
  • Serviços: Gastos de brasileiros no exterior.
  • Rendas: Remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central explica que o tamanho do déficit está frequentemente ligado ao crescimento econômico. Com o crescimento, a demanda por produtos importados e serviços aumenta, elevando o déficit.

A deterioração das contas externas, na parcial até agosto, está associada principalmente ao desempenho da balança comercial, que apresentou um superávit de US$ 45,6 bilhões, menor que os US$ 55,6 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Para o ano passado completo, o déficit em conta corrente somou cerca de US$ 66 bilhões (valor revisado). A estimativa do BC para o fechamento de 2025 é de um rombo de US$ 70 bilhões, conforme projeção de setembro.

Investimentos estrangeiros diretos

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento no período de janeiro a outubro. Os aportes somaram US$ 74,3 bilhões, comparados a US$ 68,3 bilhões no mesmo período de 2024.

Esses investimentos foram suficientes para “financiar” o déficit de US$ 62 bilhões nas contas externas no mesmo período.

Em outubro, os investimentos estrangeiros totalizaram US$ 10,9 bilhões, ante US$ 6,7 bilhões no mesmo mês de 2024.

No ano passado, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 74,1 bilhões (valor revisado). A estimativa do BC para o fechamento de 2025 é de US$ 70 bilhões.

Gastos de brasileiros no exterior

Os gastos de brasileiros no exterior atingiram US$ 1,91 bilhão em outubro, o maior valor para o mês desde 2014, quando totalizaram US$ 2,12 bilhões. No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, os gastos somaram US$ 18,1 bilhões, o maior valor para o período desde 2014 (US$ 21,7 bilhões).

Esse crescimento ocorre apesar do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre câmbio, implementado em maio, que encareceu a compra de moeda estrangeira. A queda do dólar, por outro lado, contribuiu para amenizar o impacto do IOF.

O dólar abriu em queda de 0,29% nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,38. No acumulado do ano, a desvalorização foi de 12,7%.

Analistas indicam que as despesas no exterior também são influenciadas pelo nível de atividade econômica, que, apesar da desaceleração, continua em crescimento, mesmo com a taxa básica de juros em 15% ao ano.

Com informações do G1