A Embrapa em Boa Vista (RR) está testando 15 variedades de batata-doce clonadas e biofortificadas, buscando aumentar o valor nutricional do tubérculo. O objetivo é oferecer aos produtores opções mais produtivas, adaptadas ao clima local e ricas em vitaminas e minerais essenciais.
A técnica de biofortificação, que consiste em melhorar as plantas por meio de cruzamentos e seleção, resultou em clones com alta concentração de betacaroteno – precursor da vitamina A – na polpa alaranjada. Três dessas variedades já foram validadas para comercialização.
Segundo a pesquisadora Cássia Pedroza, da Embrapa, “a gente também tem os clones biofortificados. São materiais genéticos que têm um diferencial nutricional em vitaminas e antioxidantes. A batata de polpa alaranjada, por exemplo, tem um alto teor de betacaroteno, que dentro do nosso organismo se converte em vitamina A”.

Produtores locais, como Adir de Brito, que cultiva a batata-doce há 10 anos, demonstraram entusiasmo com os resultados. “Agora nós temos conhecimentos aqui que são relevantes a essa área técnica e está com uma variedade ótima. Quando for liberado a licença para plantarmos dela, vamos ter uma boa produtividade”, afirmou.
O cultivo da batata-doce em Roraima, presente principalmente na agricultura familiar, alcançou 40 hectares na zona rural de Boa Vista em 2025, com uma média de 50 toneladas por hectare e duas safras anuais. Produtores profissionais, como Mohamed Hamdy, destacam os desafios relacionados ao clima e à chuva, mas se mostram otimistas com o potencial dos novos clones.
Com informações do Portal Amazônia.









