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06 de março de 2026

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Avenida em Porto Velho guarda a memória de jovem vítima de acidente

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Rogério Weber. Foto: Márcio Weber/Acervo pessoal

Em junho de 1970, a vida de Rogério Weber, um jovem de 18 anos, foi interrompida por um acidente de moto no trecho que hoje compõe a Avenida Rogério Weber, em Porto Velho (RO). A via foi batizada em sua memória e se tornou uma das mais movimentadas da capital rondoniense.

Rogério era filho do primeiro comandante do 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC) e chegou à cidade aos 14 anos, acompanhando o pai em sua nova função.

Antes da homenagem, o trecho da avenida entre as avenidas Pinheiro Machado e Sete de Setembro era conhecido como Major Guapindaia. Do cruzamento com a Sete de Setembro até o 5º BEC, a via era chamada de Norte-Sul, construída pelos próprios engenheiros do batalhão.

O acidente fatal ocorreu no trecho Norte-Sul. Rogério pilotava uma motocicleta quando colidiu com um caminhão basculante do 5° BEC, falecendo no local.

Uma Homenagem e um Sonho Interrompido

Em entrevista ao Grupo Rede Amazônica, Márcio Weber, um dos irmãos de Rogério, relembrou o sonho do jovem de se tornar piloto comercial, uma paixão que já demonstrava aos 15 anos. Segundo ele, Rogério era um espírito aventureiro e destemido.

familia do jovem que tem avenida em homenagem
Final dos anos de 1960. Em pé, ao centro, Cel Carlos Aloysio Weber e ao seu lado os filhos Rogério e Flávia Weber. Entrada da residência do Comandante do 5º BEC. Foto: Reprodução

“Ele era uma pessoa extremamente querida por todos que o conheciam em Porto Velho. Além de ser um irmão e um filho amado, era alguém que cativava a todos; não havia quem não gostasse dele”, recorda Márcio Weber.

De acordo com Carlos Alberto Camargo Lima, sargento de Engenharia na época e autor do livro sobre os 60 anos do 5º BEC, Rogério era um jovem alegre, brincalhão e carismático, que atraía olhares por onde passava, mas sempre com simplicidade e gentileza.

Após a tragédia, o Cemitério Recanto da Saudade foi criado às pressas nos fundos do 5º BEC. A área, improvisada para receber o corpo do jovem, que se tornou o primeiro a ser sepultado ali, acabou se transformando no cemitério destinado a militares e civis que trabalharam na unidade entre 1966 e 1971.

Com informações do Portal Amazônia.

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