Após massacre em Bondi, Austrália aprova leis mais rígidas contra armas e discurso de ódio, em resposta a ataque antissemita
A Austrália aprovou nesta terça-feira (20) leis mais rigorosas sobre armas de fogo e crimes de ódio, em resposta ao ataque terrorista ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, em dezembro. O massacre, que vitimou 15 pessoas durante uma celebração judaica, reacendeu o debate nacional sobre antissemitismo e segurança.
Sajid Akram e seu filho Naveed são acusados de abrir fogo contra pessoas reunidas para celebrar o feriado de Hanukkah. Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia durante o ataque. Naveed, de 24 anos, permanece preso, acusado de terrorismo e 15 homicídios.
O primeiro-ministro Anthony Albanese defendeu as novas medidas, afirmando: “Os terroristas têm ódio em seus corações, mas também têm armas de grosso calibre em suas mãos”. Ele acrescentou: “Estamos agindo contra o antissemitismo e o ódio, e devemos tirar as armas perigosas de nossas ruas”.
A legislação sobre discurso de ódio endurece as penas para incitação ao ódio, radicalização e violência, além de facilitar a rejeição de vistos para suspeitos de terrorismo ou promotores de ódio com base em raça, cor ou origem. As mudanças nas leis de armas visam fortalecer os controles sobre vendas, importação e verificações de antecedentes, com apoio dos serviços de inteligência.
O governo australiano informou que o país possui atualmente 4,1 milhões de armas de fogo, um número recorde, superando o registrado em 1996, ano do massacre em Port Arthur, na Tasmânia, que deixou 35 mortos. O ataque em Bondi desencadeou um debate sobre a necessidade de maior proteção aos judeus australianos e o fortalecimento da legislação.
A Austrália também anunciou uma grande investigação nacional sobre antissemitismo, buscando identificar e combater o preconceito e a discriminação contra a comunidade judaica. A aprovação das novas leis representa uma resposta do governo à crescente preocupação com a segurança e a inclusão de todas as comunidades no país.
Com informações do G1










