“Não posso permitir que minha filha perca aula presencial por causa do Passaporte de Vacina da Covid-19”. Foi assim, via telefone, na segunda-feira (7) que Dolores Sandri, mãe de uma aluna do 2º ano de Química do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), se pronunciou sobre o veto ao acesso à sala de aula no campus de Ji-Paraná.
Dolores teria sido surpreendida com a volta da filha para casa por não ter passado na triagem. Mãe e filha foram informadas da obrigação de apresentar o Cartão de Vacina ou de exames a cada 72 horas, e se necessário for laudo médico de que a aluno(a) não pode tomar a vacina.
“Não temos condições de pagar esses exames a cada três dias”, afirmou. Dolores lembrou que quando a filha tomou a vacina HPV, sentiu muitas reações. “Ela não quer tomar a vacina por causa das reações, e nós não podemos obrigá-la”.
“Não é justo ela ficar tendo apenas aulas remotas”, lamentou, reiterando que “se os demais alunos estão vacinados, não vejo problema. E se ela chegar a contrair a doença, a responsabilidade é nossa e não da escola. Se preciso for, assino um termo de responsabilidade”, finalizou.
Outro lado
Também por telefone, a diretora geral do IFRO Campus Ji-Paraná, Letícia Pivetta relatou que a unidade passou dois anos com atividades remotas para manter em segurança a saúde de seus servidores e alunos. Sobre o Passaporte de Vacinação, a decisão foi de um Comitê formado por autoridades sanitárias da área da saúde pública.
No caso da aluna em questão, a opção é um laudo médico, e com isso, a unidade disponibiliza todas as condições para a estudante seguir mantendo seus estudos atualizados. “A nossa autonomia é assegurada pela Advocacia Geral da União (AGU) através do Parecer nº 00023/2022/PROC/PFIFRONDÔNIA/PGF/AGU”. “Sabemos que a vacina é um fruto de estudos científicos, inclusive passando pelos crivos da Anvisa, apesar de muitos não aceitarem. O IFRO Ji-Paraná, recebe diariamente próximo de 600 alunos, e este, é o único caso em que a pessoa não aceitou nenhuma das opções oferecidas pela escola, e que, apenas três alunos apresentaram somente exames, e até o momento, nenhum pedido de ensino remoto foi feito”, concluiu.










