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05 de fevereiro de 2026

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Audiência Pública na Ale debate agroindústria em Rondônia

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Ismael Crispim, propositor do debate, questiona porque boa parte das mais de 500 agroindústrias do estado não está regularizada.

Em um estado, onde 74% da economia está pautada na atividade rural, é inconcebível admitir que Rondônia seja um mero produtor de commodities. Ou seja, um simples produtor de matéria-prima, desperdiçando uma gigantesca possibilidade de agregar valor aos produtos e, de gerar de emprego e renda aos rondonienses, através da industrialização de tudo o que se produz no campo.

Baseado nessa premissa, o deputado estadual Ismael Crispim (PSB) promoveu uma audiência pública, na manhã desta quinta-feira, dia 11, no plenário das deliberações, para um debate sobre as agroindústrias como evolução de Rondônia. 

Autoridades

 Com o plenário lotado, especialmente por prefeitos, vereadores e representantes de associações de produtores de várias regiões do estado, as autoridades puderam ouvir de cada um deles, as reclamações e sugestões que viabilizam a atividade industrial voltada à transformação e beneficiamento, especialmente de alimentos.

Na mesa de discussões, o Desembargador Walter Waltemberg, o superintendente do Sabrae no estado, Daniel Pereira, deputados estaduais e representantes de órgãos do governo voltados ao tema, debateram formas de desatar os nós e desemperrar o avanço que o setor necessita.   

Industrialização

O deputado Ismael Crispim enfatizou que nesses empreendimentos, os agricultores são protagonistas do processo, atuando ao longo de toda cadeia produtiva, desde a produção, industrialização e comercialização. “Devemos reconhecer que a agricultura familiar oferta alimentos saudáveis, seguros e saborosos. Além, de preservar a identidade culinária e cultural dos locais de origens”, afirmou. 

Ismael ressaltou que Rondônia é pautada predominantemente na produção agropecuária, sendo a agricultura familiar o segmento que gera mais produtos que abastecem os mercados e consequentemente aquece a economia local. Porém, os produtos in natura já não atendem mais o anseio da população, assim, a alternativa que existe hoje são as agroindústrias. 

“Essa modalidade permite o envolvimento social da comunidade e a interação familiar, gerando aumento de receita da família, que possibilita entre outros, a permanência dos jovens no campo”. 

Regularizadas

No entanto, o parlamentar relata que Rondônia tem hoje mais de 500 agroindústrias, sendo que diversas delas não estão regularizadas. Em alguns casos os processos já tramitam por longo tempo. 

Segundo Crispin, a burocracia promove uma lentidão que interfere diretamente na vida daqueles que pleiteiam essa alternativa. “Muitos agricultores já estão iniciando o pagamento de seus financiamentos e até o momento não tiveram seus registros efetivados. E quando efetivados, ainda tem a dificuldade para poder comercializar em outros municípios, devido às legislações que abrangem a questão”, desabafou.

Financiamento

Ismael Crispin afirmou que há relatos de pessoas que não estão conseguindo honrar com seus compromissos junto ao financiamento, em função  de ainda não ter o registro da agroindústria. 

Uma das alternativas apresentadas, durante a audiência, para desburocratizar a atividade agroindustrial em Rondônia, é a criação de uma gerência voltada apenas para as agroindústrias, que deverá reunir Secretaria de Agricultura, Sedam, Idaron e Emater, entre outros órgãos.

BR-429 

O deputado fez questão de citar como exemplo os municípios que compõem a região da BR-429, em especial São Miguel do Guaporé, “cidade agrícola, com mais de 60% da população na área rural e não há indústrias para o beneficiamento da produção local, fazendo com que os produtores atuem de forma limitada”, disse. 

Falou ainda, que, a agroindústria é a primeira alternativa para essas famílias, “assim, criamos estimulo de produzir mais, pois as famílias terão como beneficiar esses produtos e levá-los aos mercados não só da localidade, mas para demais regiões do Estado, especialmente a Porto Velho e até mesmo, vender para outros centros comerciais em nível nacional”, defendeu.

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