Ativista Rocío San Miguel, presa na Venezuela desde fevereiro, é libertada. Governo espanhol confirma a soltura
A ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também possui nacionalidade espanhola, foi libertada da prisão nesta quinta-feira (8). Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024.
A soltura foi confirmada pelo governo espanhol. A notícia ocorre após o anúncio, feito mais cedo pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, de que o país libertaria unilateralmente “um número significativo” de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros. A motivação por trás da libertação em massa não foi totalmente esclarecida, mas pode estar relacionada a esforços de diálogo político e melhoria da imagem internacional do país.
Rocío San Miguel é uma figura proeminente na defesa dos direitos humanos na Venezuela. Ela ocupava o cargo de presidente da ONG Control Ciudadano, uma organização que monitora as forças de segurança e promove a transparência na gestão pública. Seu trabalho consistia em supervisionar os compromissos de Caracas com o Estatuto de Roma – tratado que estabeleceu o Tribunal Penal Internacional – e com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A prisão de San Miguel gerou preocupação internacional, com diversas organizações de direitos humanos denunciando a perseguição a ativistas e defensores dos direitos humanos na Venezuela. Sua libertação é vista como um sinal positivo, embora a situação dos direitos humanos no país continue sendo motivo de grande apreensão.
O governo espanhol ainda não divulgou detalhes sobre o retorno de Rocío San Miguel à Espanha. A libertação faz parte de um movimento mais amplo de soltura de prisioneiros, que visa, segundo o governo venezuelano, promover a reconciliação nacional e o diálogo com a comunidade internacional. A extensão total dessa iniciativa e seus impactos futuros ainda são incertos.
A situação dos direitos humanos na Venezuela tem sido objeto de escrutínio por parte de organizações internacionais e governos estrangeiros. A libertação de Rocío San Miguel representa um pequeno passo em direção à melhoria do cenário, mas a necessidade de reformas estruturais e o respeito aos direitos fundamentais permanecem como desafios urgentes.
Com informações do G1










