PIB tem prévia positiva em novembro: alta de 0,7% impulsionada pela indústria, mas juros altos freiam o ritmo
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (16), registrou expansão de 0,7% em novembro, em comparação com o mês anterior. O cálculo considera ajustes sazonais para permitir comparações mais precisas entre diferentes períodos.
Essa foi a primeira alta mensal do indicador em três meses, já que a elevação anterior havia ocorrido em agosto (0,4%). Em relação a novembro de 2023, a prévia do PIB do BC apresentou um aumento de 1,2% (sem ajuste sazonal). A expansão foi principalmente impulsionada pelo setor industrial, com um crescimento de 0,8%, seguido pelos serviços (0,6%) e, em contrapartida, a agropecuária registrou queda de 0,3%.
Nos primeiros 11 meses de 2024, o IBC-Br acumulou um crescimento de 1,3%, enquanto em 12 meses até novembro, a expansão foi de 1,2%. É importante ressaltar que esses cálculos não incluem ajustes sazonais. O PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, serve como principal indicador da evolução econômica. O resultado oficial é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizando uma metodologia diferente.
A desaceleração da atividade econômica neste ano já era esperada, tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, devido ao elevado nível da taxa de juros. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano – o maior patamar em quase 20 anos – é utilizada para controlar as pressões inflacionárias. O BC tem sinalizado que os juros permanecerão nesse patamar por um “período bastante prolongado”, com expectativas de cortes somente em 2026. O mercado financeiro projeta um crescimento do PIB de 2,26% em 2025, inferior aos 3,4% registrados no ano passado.
O Banco Central tem enfatizado que uma desaceleração do ritmo de crescimento da economia é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]”. No comunicado da última reunião do Copom, em dezembro, o BC informou que o “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial sem gerar pressões inflacionárias significativas.
Os resultados do IBC-Br são considerados uma “prévia do PIB”, mas o cálculo do Banco Central difere do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda. O IBC-Br é uma ferramenta utilizada pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, e um maior crescimento da economia pode aumentar a pressão inflacionária.
Com informações do G1










