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A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na detenção do presidente Nicolás Maduro, gerou reações diversas na América Latina. Enquanto Brasil, Chile, Colômbia e México condenaram a intervenção, defendendo a soberania venezuelana e o direito internacional, a Argentina celebrou a captura de Maduro, comparando a situação atual à Cuba dos anos 60.

O presidente colombiano Gustavo Petro expressou preocupação com a paz regional e pediu diálogo, implementando medidas preventivas para proteger a população na fronteira com a Venezuela. Já Gabriel Boric, do Chile, enfatizou a necessidade de uma resolução pacífica, através do multilateralismo e sem interferência estrangeira. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou a Carta da ONU para condenar o uso da força.

Em contraste, o governo argentino de Javier Milei classificou Maduro como um “inimigo da liberdade” e celebrou sua prisão. A Bolívia, por sua vez, manifestou apoio à “recuperação da democracia” na Venezuela, denunciando o que descreveu como um “narcoestado” e defendendo uma transição democrática. [[IMG_1]]

A intervenção dos EUA, que oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre Maduro, reacende o debate sobre as intervenções de Washington na América Latina, lembrando a invasão do Panamá em 1989. Críticos apontam que a ação pode ter como objetivo afastar a Venezuela de aliados dos EUA, como China e Rússia, e garantir o controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.

O governo venezuelano, por meio de seu gabinete de imprensa, divulgou imagens de Maduro e classificou a ação como uma agressão. A Agência Brasil original publicou a matéria, que serviu de base para esta reportagem.

Com informações do Portal Amazônia.

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