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13 de fevereiro de 2026

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As cores da identidade: como são feitas as pinturas corporais indígenas

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As pinturas corporais são uma expressão fundamental da cultura e espiritualidade de diversos povos indígenas brasileiros. Mais do que adornos, elas representam identidade, pertencimento e narrativas ancestrais. A beleza dessas pinturas reside não apenas nos desenhos, mas também na origem natural de seus pigmentos.

A preparação das tinturas é um processo artesanal, transmitido de geração em geração, e varia conforme os costumes de cada etnia. Elementos como plantas, frutas, sementes e minerais são cuidadosamente selecionados e processados para extrair as cores que adornam os corpos e contam histórias.

O vermelho vibrante, por exemplo, é obtido do urucum, através da polpa amassada de suas sementes, frequentemente misturada a óleos como o andiroba para melhor fixação na pele. Já o preto intenso vem do jenipapo, cujo fruto verde, combinado com carvão, garante uma tonalidade escura e duradoura – podendo permanecer na pele por até 15 dias.

jenipapo
Corante natural da cor preta é retirado do fruto verde do jenipapo. Foto: Gustavo Giacon

Outras cores também são extraídas da natureza: o branco, da argila tabatinga encontrada em rios; o amarelo, da raiz seca e moída do açafrão-da-terra. Um estudo da UFRPE detalha a composição química desses corantes e como diferentes comunidades indígenas os utilizam, como os Asurini do Trocará, Xikirin e Karajá, que amassam as sementes de urucum diretamente nas mãos, enquanto os Xerentes e indígenas do Alto Xingú utilizam a fervura para extrair a cor.

quadro sobre a extração de pigmentos naturais para pintura corporal
Quadro explicativo dos corantes naturais utilizadas pelas respectivas comunidades indígenas. Imagem: Reprodução/O Uso de Corantes Naturais por Algumas Comunidades Indígenas Brasileiras: Uma Possibilidade para o Ensino de Química Articulado com a Lei 11.645/2008

“Os Asurini do Trocará (TO), os Xikirin (PA) e os Karajá (MT) amassam as sementes com as mãos e espalham pelo corpo. Já os Xerentes (TO) obtêm a tintura por meio da fervura prolongada da semente de urucum e após esfriar, espalham pelo corpo. Por outro lado, os indígenas do Alto Xingú ralam as sementes, peneiram e fervem em água até formar uma pasta”, detalham as pesquisadoras Vania da Costa Ferreira Vanuchi e Mara Elisa Fortes Braibante.

Indígena realiza pintura corporal com tinta de urucum para o ritual do Kuarup, no Parque do Xingu (MT). Foto: David Ribas/Funai

Com informações do Portal Amazônia.

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