Espécies milenares da Amazônia são cruciais para o clima e a biodiversidade, mas estão ameaçadas.
A Amazônia abriga árvores centenárias, verdadeiros pilares da floresta. Mas o que define uma árvore como centenária, e qual a sua importância para o equilíbrio do bioma?
Segundo o pesquisador Diego Armando, uma árvore centenária ultrapassa os 100 anos, mas a idade não é o único fator. Muitas espécies amazônicas crescem lentamente, levando séculos para atingir dimensões monumentais. A identificação da idade envolve técnicas como análise de anéis de crescimento, datação por carbono-14 e modelagem de crescimento.
Essas árvores funcionam como centros de biodiversidade, abrigando diversas espécies de plantas e animais em suas copas e troncos. Elas também desempenham um papel fundamental na dispersão de sementes e na regeneração florestal.

Entre as espécies emblemáticas da Amazônia Legal estão a castanheira (Bertholletia excelsa), o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), o cumaru (Dipteryx odorata), a maçaranduba-do-pará (Manilkara huberi) e a tanimbuca (Buchenavia huberi).
Apesar de sua importância, essas árvores enfrentam ameaças como desmatamento, exploração seletiva, garimpo ilegal e mudanças climáticas. A preservação depende de monitoramento, criação de unidades de conservação, manejo florestal sustentável e integração entre ciência, comunidades locais e gestores públicos.
Com informações do Portal Amazônia.









