Em Roraima, muitos artistas escolhem nomes artísticos que os acompanham ao longo da carreira, carregando consigo histórias de trajetória, pertencimento e transformação pessoal. Mas você sabe qual o nome de batismo de seus ídolos locais?
O Portal Amazônia apresenta uma série especial com artistas da Amazônia Legal que adotaram nomes diferentes para seguir seus sonhos. Começamos por Roraima, revelando os nomes de registro de quatro artistas que conquistaram o público.
Euterpe
Por trás do nome ‘Euterpe’, que evoca a mitologia grega e a palmeira do açaí, está Andressa Nascimento. A cantora e compositora adotou o nome artístico em 2009, com o lançamento de seu primeiro álbum, ‘Batida Brasileira’. A escolha une a ciência – a Euterpe oleracea, o açaizeiro – com a arte, homenageando a musa da música na mitologia grega.
Nascida em Boa Vista em 1985, Euterpe cresceu influenciada pelo pai, tecladista amador, e iniciou sua jornada musical aos sete anos, participando de corais. Seu álbum de estreia foi produzido com o apoio do Festival de Canto Forte da Funarte e gravado em Belém do Pará, com parcerias de peso como Eliakin Rufino e Jorge Farias. A artista valoriza as raízes amazônicas e roraimenses em suas canções, explorando a poesia, a ancestralidade e os ritmos da floresta.
Ana Lu
Ana Luiza de Oliveira Pinto, conhecida como Ana Lu, optou por um nome curto, fácil de lembrar e com uma vibe positiva. Inspirada por artistas como Chorão, ela buscava algo que fugisse do comum e transmitisse leveza. “Queria um nome curto e de fácil fixação, Ana Lu ficou descontraído e com uma boa energia”, explica a cantora.
Apesar do nome artístico, a artista ainda é chamada por apelidos carinhosos ou pelo nome de registro por familiares e amigos próximos. Para Ana Lu, a escolha do nome artístico foi fundamental para construir sua identidade musical e imagem.
Leka Dens
O nome ‘Leka Dens’ tem origem na época da internet discada, nos chats do MIRC em Boa Vista. Alessandra Almeida Denz escolheu o apelido ‘Leleca’ para suas interações online. Com o tempo, o apelido foi abreviado para ‘Leca’, e a artista decidiu adicionar a letra ‘K’ para dar mais força e personalidade ao nome.
Leka acredita que o nome artístico tem fortalecido sua carreira e reflete sobre o impacto que um nome pode ter na vida de um artista. Ela considera a possibilidade de futuras mudanças, mas acredita que qualquer alteração deve acontecer de forma natural, guiada pela intuição.
Zeca Preto
José Maria de Souza Garcia, conhecido como Zeca Preto, nasceu em Belém do Pará em 1950 e iniciou sua trajetória musical aos 23 anos. Foi em Boa Vista, no entanto, que ele alcançou o reconhecimento e encontrou grandes parceiros musicais.
Em Roraima, Zeca construiu uma forte identidade cultural e um profundo sentimento de pertencimento. Em 1984, foi um dos fundadores do Movimento Roraimeira, ao lado de Neuber Uchoa e Eliakin Rufino, com o objetivo de fortalecer a cultura local, valorizando elementos indígenas e ritmos do norte do Brasil, como carimbó, siriá, merengue e salsa. Zeca Preto já se apresentou em diversos estados brasileiros e em países como Venezuela e Suíça. Em 2018, o Roraimeira foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar*











