Em Porto Velho (RO), a fibra da bananeira está se tornando uma valiosa matéria-prima para a arte, a cultura e a geração de renda. A educadora ambiental Iara Umbelino participou de um curso de artesanato com a fibra em Amargosa (BA) e agora busca replicar o aprendizado na capital rondoniense.
A iniciativa é fruto de um convênio entre a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, e a Jirau Energia, através do projeto Arte Fibra. Nove mulheres, incluindo indígenas e ribeirinhas, foram capacitadas para transformar o pseudocaule da bananeira em peças artesanais.
Iara Umbelino ressalta que a experiência na Bahia foi inspiradora, destacando a riqueza do processo de extração e o potencial de valorização do material, que alcança até mercados internacionais. “O artesanato carrega identidade, pertencimento e valorização da história das mulheres artesãs”, enfatizou.
Durante o curso, as participantes aprenderam técnicas de desfibragem manual, secagem e confecção de bolsas, carteiras, caixas e cestas. Agora, a Sema planeja oferecer oficinas comunitárias e escolares em Porto Velho, ampliando as atividades já realizadas com materiais recicláveis.

O objetivo é mostrar que resíduos podem ser transformados em arte e renda, gerando trabalho e conscientizando sobre a sustentabilidade. “As oficinas serão mais do que aprendizado técnico. Queremos levar a mensagem de que sustentabilidade é caminho, arte é identidade e, quando unimos os dois, criamos alternativas para um futuro melhor”, concluiu Iara Umbelino.
Com informações do Portal Amazônia.










