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07 de fevereiro de 2026

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Arrancada para a corrida eleitoral de 2018 tem tapa, desentendimentos e muita politicagem

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A corrida eleitoral em Rondônia, depois desse final de semana, parece estar começando, de fato. A marca que ficou, em função da maioria das articulações realizadas antes e durante as convenções, foi de confusão e truculência. Teve tapa, troca troca de vices e muita discussão, até que ficassem definidas as candidaturas principais, seja para proporcionais ou majoritárias. Se continuar desse jeito, as eleições 2018, no Estado, prometem trocas de farpas dentro e fora das coligações.
O prêmio de maior furdunço mesmo ficou para o MDB, que teve até tapa na disputa para definir as candidaturas ao Senado Federal. Valdir Raupp e Confúcio Moura protagonizaram as cenas mais quentes, até agora, dos bastidores de uma arrancada que mal foi dada até agora. Dedos em riste, pescoção, ameaças são alguns dos termos usados para definir o clima entre os principais caciques do partido.
O resultado ficou claro com a chegada da segunda-feira e o candidato ao governo do Estado, o deputado Maurão de Carvalho, continuando sem um vice definido. Raupp tentou, no domingo, até o último momento assediar o deputado Léo Moraes, na convenção do Podemos, a fim de convencê-lo a assumir a posição de vice. O resultado foi uma vaia ensurdecedora recebida dos correligionários do presidente do partido, que firmou pé e garantiu candidatura à Câmara Federal. Ficou feio, ainda mais que Raupp ainda estava com cara de quem chupou limão em função das brigas internas do MDB.
Com o PSDB de Expedito Júnior a coisa não foi muito diferente. As brigas dentro do partido estavam rolando desde sábado. Fontes ligadas ao partido contaram que o clima estava tempestuoso entre Expedito Júnior, Marcos Rogério e Larte Gomes. Parece que o trio tem até agora motivos de sobra para soltarem faíscas quando dividirem palanque Estado afora. O clima de união seria basicamente para inglês ver. Expedito Júnior, segundo um interlocutor do PSDB, teria jogado a toalha, sob pressão. “Coloquem quem quiser para o governo, coloquem a Mariana, eu tô fora”, teria dito. “Eu vou sair para o Senado”, teria complementado, bastante irritado.

Confusão

Seguindo os passos do pai, em termos de aprontar confusão, Expedito Neto criou um clima de constrangimento na convenção ao tomar palavra e colocar em sua conta feitos dele e de meia dúzia de outros parlamentares. Deixou muita gente de bico azedo e contribuiu para o clima de discórdia.
Discórdia essa sentida na pele por Maurício Carvalho, que vendo conturbada a possibilidade de sua candidatura, contou com apoio familiar para encostar Expedito Júnior na parede e exigir o cargo de vice para si. O jovem vereador deve garantir mais “oxigênio” para a campanha, mas deixou a chapa tucana com um sabor insoso que pode desagradar o eleitor. A pressão teria sido grande para a entrada de um membro da família Carvalho entrar na cabeça da chapa ao lado de Expedito, que teria sentido um exemplo de como poderiam ser futuras ingerências.
Como o final de semana era de bruxa solta na política, faltava ainda o Partido dos Trabalhadores (PT), com tantos pepinos em nível nacional, se ver enrolado em confusão aqui em Rondônia. Mas não tardou para pipocar os problemas.

Truculência

O partido decidiu contrariar orientação da Executiva Nacional para forçar uma candidatura ao Senado para poder coligar com o PDT, de Acir Gurgacz. Acontece que um grupo ligado à ex-senadora Fátima Cleide, não gostou da ideia e partiu para a truculência. Até mesmo na nacional foi tentada uma manobra através de um recurso oral pela ex-senadora para tentar manter seu projeto pessoal, mas a coisa não deu certo.

Vermelha

A verdade é que Fátima Cleide, apesar de ter sido eleita senadora, na onda vermelha de Lula, em 2002, não teve a mesma desenvoltura depois. Foi candidata ao governo de Rondônia e não foi sequer para o segundo turno. Em 2010 não conseguiu se reeleger ao senado. Em 2012, foi candidata à prefeitura de Porto velho e ficou na quinta colocação. Em 2014 foi candidata à deputada federal e teve uma derrota decepcionante. “Com esse histórico fica difícil nos arriscarmos em uma candidatura sacrificando as nominatas de Estadual e Federal”, declarou uma fonte do partido.

Expressivas

Dentre as chapas mais expressivas, a única que mostrou um final de semana de tranquilidade foi a do PDT, de Acir Gurgacz. Apesar da decisão do nome para o cargo de vice ter ficado para o domingo, a entrada de Neodi Carlos para a chapa foi considerada tranquila, de consenso. De acordo com uma fonte dentro do PDT, o processo foi tranquilo e tem grande poder de agregar forças do setor produtivo do Estado.
Considerando os furdunços que já pipocaram no aquecimento dos partidos para o pleito deste ano, a impressão que fica é que essa corrida eleitoral ainda deve apresentar muita agitação assim que os partidos colocarem realmente seus carros na pista.

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