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25 de janeiro de 2026

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Argentina tem superávit fiscal em 2025, segundo ano seguido

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Com reformas de Milei, Argentina registra superávit fiscal inédito em dois anos. Inflação cai, mas pobreza ainda preocupa

A Argentina encerrou 2025 com superávit nas contas públicas pelo segundo ano consecutivo, um resultado atribuído à política de “déficit zero” implementada pelo presidente Javier Milei. O governo informou que o superávit primário alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB.

O superávit primário exclui os juros da dívida, refletindo o resultado das receitas e despesas do governo. Já o superávit fiscal considera os juros, apresentando o saldo final das contas públicas. A Argentina não via dois anos consecutivos de resultado positivo em suas contas desde 2008.

O resultado fiscal de 2025 representa uma leve queda em relação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o superávit fiscal atingiu 0,3%. Javier Milei celebrou o feito, afirmando em sua conta no X: “A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado”.

O ajuste fiscal foi impulsionado por cortes significativos nos gastos públicos, incluindo a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas. O ministro da Economia, Luis Caputo, prometeu que “a ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos”.

Apesar da melhora fiscal, a Argentina enfrentou um aumento da pobreza no primeiro semestre de 2024, atingindo 52,9% da população. No entanto, o percentual caiu para 31% no primeiro semestre de 2025, com dados do segundo semestre ainda pendentes de divulgação. A inflação encerrou o ano em 31,5%, bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024 e o menor valor desde 2017.

O governo Milei também obteve um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril de 2025, garantindo US$ 20 bilhões em empréstimos, sendo US$ 12 bilhões liberados logo após o acordo. A flexibilização dos controles cambiais, com a introdução do “câmbio flutuante”, também foi implementada, embora o país tenha voltado a intervir no câmbio devido à deterioração recente nos mercados.

Com informações do G1

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