A Amazônia registrou um aumento significativo de áreas em processo de restauração, saltando de 14,5 mil hectares em 2021 para quase 40 mil hectares atualmente. O crescimento de 173% em quatro anos foi apontado pela nova edição do Observatório da Restauração (OR), plataforma dedicada ao monitoramento da recuperação da vegetação nativa no país.
No total, o Brasil conta com 204,2 mil hectares em restauração nos seis biomas nacionais, um aumento de 158% em relação a 2021. O levantamento, realizado pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, está disponível AQUI.
Segundo Tainah Godoy, secretária-executiva do OR, o aumento “pode ser atribuído a diversos fatores, destacando o papel de políticas públicas e iniciativas privadas”. Ela cita o aumento de editais para restauração, ações de organizações da sociedade civil e empresas, e o lançamento da iniciativa Arco pela Restauração, do governo federal, voltada à recuperação do Arco do Desmatamento.
A recuperação da vegetação nativa é crucial para garantir serviços ecossistêmicos essenciais, como saúde, produção agrícola, segurança hídrica, igualdade social e desenvolvimento sustentável. O Brasil se comprometeu a restaurar 12 milhões de hectares até 2030, meta reforçada pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). A atividade tem potencial para gerar mais de 2,5 milhões de empregos.
A Mata Atlântica lidera o ranking de áreas restauradas (131,2 mil hectares), seguida pela Amazônia (39,7 mil hectares) e Cerrado (31,7 mil hectares).

A plataforma se destaca pela articulação com coletivos atuantes nos seis biomas, utilizando uma metodologia única para coleta e validação de dados.
Em sua nova versão, o Observatório da Restauração retirou o termo “reflorestamento” de sua nomenclatura, reforçando seu compromisso com a recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade.
Com informações do Portal Amazônia.










